O Teorema Katherine

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Bom, como comecei a falar do Green, nada mais justo do que começar por uma das suas obras. E não, não vou começar por “A culpa é das estrelas”, em razão que muita gente anda falando dele e prefiro começar por algo que ainda não está tão em alta.

Quando eu vi esse livro na prateleira da livraria, nem dei muita bola. Eu só peguei ele nas mãos por conta do autor. Sim, sou dessas haha Mas enfim, ganhei de presente esse livro e mais outros dois e vim para casa. E comecei por ele, “O teorema Katherine”.

A expectativa era grande, afinal “A culpa é das estrelas” foi uma das melhores histórias que li na minha vida, sem brincadeiras. Os personagens me atingiram de uma forma espiritual e emocional. Mas não vou falar mais dele aqui, afinal estamos em outra história.

Resumidamente, a história trata da vida de Colin Singleton, um guri que só namorou gurias chamadas Katherines. Não Catherine, Caterina ou qualquer outra variação. Apenas Katherines. E de todas elas, ele levou um pé na bunda. O pé na bunda mais recente atingiu Colin de uma maneira profunda, do tipo coração partido. E é aí que seu amigo e diga-se de passagem, leal e bondoso amigo, chamado Hassan aparece para mudar a vida dos dois com a ideia de partir para uma viagem sem rumo, estrada à fora durante suas férias.

Até aqui, vocês devem estar se perguntando, tá e daí? O que faz a história tão diferente do resto? Bom, é aí que entra a parte que eu achei extremamente criativa: a matemática.

Colin é um guri prodígio desde pequeno. Seus pais sempre o incentivaram a desenvolver sua mente e seus talentos de forma a se tornar um gênio, com grandes e memoráveis feitos para a sociedade. Colin cresceu sabendo diversas línguas, sendo algumas até “quase extintas” e digamos que não muito úteis para a sociedade atual. Ele cresceu como qualquer guri inteligente e diferente, sendo incompreendido pelas crianças da mesma idade e sofrendo por conta disso. Ninguém na escola gostava muito de Colin, a não ser Hassan, que tem uma personalidade única e acaba entendendo Colin de uma forma que nem o próprio personagem entende.

Bom, quando eles caem na estrada acabam chegando numa cidadezinha do interior chamada Gutshot, a cidade em que o Arquiduque Francisco Ferdinando está enterrado e que Colin tem uma leve curiosidade em relação a sua história. Nessa cidade, eles conhecem Lindsey, uma guria moradora do lugar e que os leva para o tour, para conhecer o túmulo do Arquiduque. A partir daqui a história se desenrola vai ganhando mais riqueza e detalhes. E uma nota minha: eu fiquei lutando desde o começo para os dois ficarem juntos! Tu acaba sentindo aquele tipo de tensão que acontece quando duas pessoas se sentem atraídas, de uma forma não só física, um pelo outro.

Mas voltando para a matemática, que acredito ser um dos principais focos da história. Colin já está quase na fase adulta e ainda não fez grandes feitos. E isso o preocupa demais. Como qualquer jovem nesse faixa etária de 17/18 anos, ele fica se fazendo diversas perguntas, como “estou na caminho certo?” “preciso fazer alguma coisa para ser lembrada durante os anos”. E é nesse pensamento que ele acaba tendo uma ideia brilhante (EUREKA!) para amenizar um pouco de sua dor pelo fim do relacionamento com a Katherine de n° 19. Ele acreditava ser possível prever se um relacionamento daria certo, mesmo antes das pessoas em questão se conhecerem, e ainda qual dos dois terminaria a relação. Tudo isso através de uma fórmula que teoricamente se aplicaria a qualquer pessoa, sendo ele heterossexual ou homossexual. Colin trabalha sem parar na sua teoria, enquanto a história continua de forma brilhante. Somos apresentados a outros personagens e nos envolvemos em alguns mistérios junto com eles. Os mistérios vão se revelando e o livro acaba com…

RÁ! Claro que não vou dizer como o livro acaba, o interessante é ler tu mesmo e descobrir. Não seria justo dizer todos os detalhes do livro aqui. O post só tem a intenção de despertar o interesse pelo livro, não “dar de mão beijada” todos os detalhes e o final da história.

Durante o livro podemos perceber detalhes da personalidade de cada personagem e nos identificamos com eles. Por exemplo, Colin se preocupa muito com o que as outras pessoas estão pensando dele. Ele acaba fazendo coisas que não é de sua personalidade para agradar aos outros. E se pararmos para refletir, não é o que acontece na maioria das vezes com todos nós? Quantas vezes fazemos algo que até mesmo não gostamos para agradar outra pessoa? Às vezes,  até tudo bem, passa. Mas e quando passa a ser um costume?

É esse tipo de questionamento que Green despertou em mim quando eu comecei a ler. Além de ter personagens com quem nos identificamos, mesmo que seja só um pouquinho, Green traz uma narrativa fantástica! Ele alterna momentos do presente com lembranças de Colin e nos conta como foi sua história com cada uma das Katherines.

Além disso, uma das coisas que eu achei extremamente interessantes, é que John usa as notas no rodapé das páginas, sempre trazendo algum fato interessante, além de explicações matemáticas. Confesso que algumas partes sobre matemática eu pulei, tenho pavor dessa matéria. E o legal é que o próprio autor fala isso, te advertindo quando as explicações começam a ficar técnicas para dizer que tu pode pular aquelas partes, pois não vai fazer diferença na história.

No final do livro, ainda tem a explicação completa sobre como o teorema foi formado, feito por um amigo matemático de Green, renomado dos EUA. Portanto, se tu gostas de livros, bons personagens e matemática, essa definitivamente é a história certa para ti! Quem não curte matemática também haha A essência do livro são os personagens, não a matemática.

Eu devorei o livro. Acabei lendo ele num dia só. Ele é curtinho, tem só 304 páginas. Mas mesmo assim, me envolvi sentimentalmente com a história e quando percebi, tinha terminado. Eu revirei as páginas esperando por mais, fiquei querendo saber o que mais tinha acontecido com Colin, Hassan e Lidsey, mas o resto ficou por conta da minha imaginação.

John me surpreendeu nessa história, se mostrando tão diferente de “A culpa é das estrelas” mas tão igual na sua essência. É um livro que definitivamente vale a pena ter e ler! É o tipo de história que te deixa saudades.

Alguns detalhes técnicos do livro:

  • Número de páginas: 304
  • Editora: Intrínseca
  • Ano de Edição: 2013 – Lembrando que o original em inglês foi publicado em 2006.

Espero que tenham gostado!

Boa leitura e até a próxima!

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Publicado em 28 de julho de 2013, em Livros Internacionais, Resenhas e marcado como , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 4 Comentários.

  1. Eu ja estava louca para ler esse livro, mais acabei passando outros na frente, mais depois desse seu post eu vou correndo comprar rs. Já li muitas coisas sobre ele, e cada vez fico mais encantada com as obras do Green. Maravilhoso seu post e todo o blog. Beijos!

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  2. Perfeito! Parabéns, adorei a explicação! Eu sempre achei que fosse um livro chato por conta da matemática e essa história de namorar somente Katherines, haha. Mas, pela sua resenha deu a entender que é um livro ótimo. Obrigada.

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