A garota que você deixou para trás – Jojo Moyes

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Quando peguei esse livro para ler, não desgrudei mais dele até acabar. Terminei ele ontem, e quando me dei conta eram 3 da manhã e eu precisava levantar às 6h. Resultado: não fui pra aula! (haha Espero que nenhum dos meus professores esteja lendo isso)

A garota que você deixou para trás me convenceu pelo simples fato de que eu havia pensando em escrever uma história bem parecida, que mescla duas histórias em anos bem diferentes mas que possuem um objeto ou alguma coisa em comum. E isso por si só acabou chamando minha atenção na hora de comprar.

A história começa a partir de Sophie Lefrève, num vilarejo no norte da França durante a 1° Guerra Mundial. Essa parte de Sophie é narrada em primeira pessoa, então só temos o seu ponto de visto das coisas. Mesmo ela sendo uma grande influência na sua cidade, só sabemos dos acontecimentos conforme Sophie descobre eles.
A narrativa de Sophie é lindíssima. Sentimos todas as dores que ela sente, o amor pelo marido pintor que está lutando na Guerra e toda a sua força para manter a família unida. Tudo fica dramático, quando o Kommandant alemão diz para Sophie e sua família (composta por sua irmã, seu irmão e suas sobrinhas crianças) que ele quer que o La Coq Rouge (restaurante/hotel da família Lefrève) faça a comida dos alemães. Além deles serem o inimigo, de maltratarem os habitantes do pequeno vilarejo, Sophie ainda é obrigada a servir comida de boa qualidade à eles, quando todos passam fome e estão a beira da inanição. É bem triste, e passa uma sensação bem real de como funcionavam as coisas para as pessoas comuns durante a Guerra, principalmente para as mulheres e em todos os sacrifícios pelos quais elas passavam. Édouard, o marido de Sophie, era pintor, e por isso, alguns anos antes em Paris havia feito um quadro dela. Quadro esse que estava na parede do La Cog Rouge, pois lembrava a Sophie a vida antes da Guerra, seu marido e a dava esperanças no futuro de que tudo acabaria bem, mesmo sabendo que a qualquer momento ele poderia ser tirado a força pelos alemães.
O quadro, como descobrimos mais tarde na história, se chama “A garota que você deixou para trás” e ele é extremamente admirado pelo Kommandant alemão, que fica fissurado pela garota da pintura. Admiração essa que trará problemas para Sophie.

Somos tirados da história de Sophie (numa parte bem crítica da história) para então sermos introduzidos em 2006, em Londres, para a vida de Liv. Liv é uma socialité viúva, que ainda não superou a morte do marido David e por isso não consegue seguir em frente com sua vida.
O começo da história de Liv não empolga muito, pois a vida dela é monótona demais. Quando Mo, a garçonete que ajuda Liv a se safar de um cara chato em um bar, entra na história, é que as coisas começam a tomar um rumo diferente. A gente até esquece que existiu uma Sophie antes de tudo isso e se foca completamente na história de Liv. Descobrimos como foi que David morreu, como era sua vida antes disso, mas acabamos nos apaixonando junto com Liv por Paul, um ex-policial, divorciado e com um filho, que trabalha numa empresa de recuperação de obras de arte perdidas ou roubadas durante as grandes guerras mundiais.

Tudo vai muito bem, obrigado, quando Paul vai a casa de Liv e vê o quadro na parede, quadro esse que ele acabara de ser contratado para recuperar. E é aí que a história dos dois desanda, pois “A garota que você deixou para trás” é muito especial para Liv, assim como era para Sophie, e ela começa aí a jornada para provar que o quadro dado pelo seu marido, é dela e de mais ninguém, independente de alguma família distante do artista tentar reinvidicá-l0. Essa parte da história é narrada diferente, pois temos acesso aos pensamentos e acontecimentos de Liv e de Paul, alternando entre os dois lados da história. Nas descobertas de Liv, na tentativa de ficar com o quadro, somos introduzidos a novos aspectos da vida de Sophie, descobertas surpreendentes feitas através de cartas e diários antigos da época. E é aí que ficamos obcecados pela história e não conseguimos largar até terminá-la.

O grande legal da história é que a sensação é de estar vivendo na França durante a 1° Guerra Mundial, assim como a sensação de estar sendo linchada publicamente na vida de Liv. Vejo ainda que, apesar do quadro ser o objeto em comum nas duas histórias, o fato das duas mulheres estarem enfrentando ‘inimigos’ em comum, como a opinião pública, mas de cabeça erguida, mostra a força que as mulheres precisavam e precisam ter todos os dias das suas vidas. Ser mulher não é fácil. Não era em 1917 e não era em 2009.

epílogo do livro é super gratificante e a história termina com gostinho de quero mais. Não sei se a intenção da escritora é continuar a história de alguma forma, ou se o final era só para deixar na imaginação de quem lê, e assim cada um decidir o que virá a seguir.
A história é apaixonante, de verdade. As páginas fluem fácil, principalmente nas partes de Sophie. A verdade é que Sophie me prendeu muito mais do que Liv. A maneira que ela enxerga a vida e luta por ela, apesar de toda a miséria e sofrimento, é inspiradora.

Gostei da escritora, é o primeiro livro que leio dela. Achei a escrita fácil e gostosa de ler. Pretendo em breve ler outras obras dela.

Sinopse

“Durante a Primeira Guerra Mundial, o jovem pintor francês Édouard Lefèvre é obrigado a se separar de sua esposa, Sophie, para lutar no front. Vivendo com os irmãos e os sobrinhos em sua pequena cidade natal, agora ocupada pelos soldados alemães, Sophie apega-se às lembranças do marido admirando um retrato seu pintado por Édouard. Quando o quadro chama a atenção do novo comandante alemão, Sophie arrisca tudo — a família, a reputação e a vida — na esperança de rever Édouard, agora prisioneiro de guerra. Quase um século depois, na Londres dos anos 2000, a jovem viúva Liv Halston mora sozinha numa moderna casa com paredes de vidro. Ocupando lugar de destaque, um retrato de uma bela jovem, presente do seu marido pouco antes de sua morte prematura, a mantém ligada ao passado. Quando Liv finalmente parece disposta a voltar à vida, um encontro inesperado vai revelar o verdadeiro valor daquela pintura e sua tumultuada trajetória. Ao mergulhar na história da garota do quadro, Liv vê, mais uma vez, sua própria vida virar de cabeça para baixo. Tecido com habilidade, A garota que você deixou para trás alterna momentos tristes e alegres, sem descuidar dos meandros das grandes histórias de amor e da delicadeza dos finais felizes.”

Editora: Intrínseca
Gênero: Romance/Drama
Ano: 2014
Páginas:
384

 

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Publicado em 11 de agosto de 2014, em Livros Internacionais, Resenhas e marcado como , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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