Arquivo do autor:taianaty

Assista ao trailer da adaptação de “Como eu era antes de você” – Jojo Moyes

O filme traz no elenco Emilia Clarke e Sam Claflin e estreia nos cinemas dia 16 de junho.

Anúncios

Como eu era antes de você – Jojo Moyes

Como-eu-era-antes-de-voce_Destaque

Não sei vocês, mas eu virei uma Jojo lover! Já havia lido um outro livro da escritora (inclusive fiz resenha dele aqui no blog) e já tinha gostado muito da história e da maneira que era escrito. Mas depois de ler Como eu era antes de você, fiquei a-p-a-i-x-o-n-a-d-a!
É incrível o poder que algumas pessoas tem de colocar em poucas páginas, uma história tão cativante e que alegra o coração.

Louisa Clark é uma mulher de 26 anos, que mora com os pais, a irmã e o sobrinho pequeno. Tem um namorado há anos e mora numa cidade pequena da Inglaterra. Lou leva uma vida nada extraordinária e totalmente pacata. Tudo começa a mudar quando o seu atual emprego numa cafeteria da cidade fecha as portas e ela se vê obrigada a procurar alguma outra ocupação, uma vez que é dela que vem grande parte do sustento de sua casa. Lou vai até uma agência de emprego, tenta alguns empregos “diferentes“, mas não se encaixa em nenhum. Até que lhe é oferecido um emprego de cuidadora, de um rapaz tetraplégico chamado Will.
E é a partir desse emprego, que sua vida muda totalmente.

A personagem de Lou é uma pessoa excêntrica. Gostos peculiares, e uma pessoa nada dentro do “padrão“. Não se veste da mesma forma que outras pessoas e não parece ligar para a opinião de ninguém, além da sua.
A grande jogada desse livro, é não é ser mais uma história de amor convencional. Aquela historia de um casal que se conhece, se apaixona, faz sexo, brigam por algumas diferenças, mas acabam se acertando no final, não acontece aqui
Os personagens se apaixonam sim, mas de uma forma totalmente “não sexual“. É aquele tipo de amor que dificilmente vemos hoje em dia. É complicado aceitar o conceito de que uma pessoa “normal” se apaixone por alguém que perdeu totalmente a vontade de viver. Will sofreu um acidente e por essa razão, tornou-se tetraplégico. Nós, leitores, entramos de cabeça com Lou para tentar animar o rapaz a ver mais graça na vida que ainda possui.

A história é linda. Ela fala, sobretudo, no amor. Como eu disse antes, amor na sua forma mais pura. Prepare-se para chorar no final, dar boas risadas durante o livro, se apegar aos dois personagens principais e querer saber mais sobre o universo de pessoas que utilizam cadeira de rodas ou que por alguma circunstância da vida, tiveram que se adaptar a novas maneiras de viver.

Jojo definitivamente sabe como prender o leitor e fazê-lo se perder nas páginas dos seus livros. Uma história que vale a pena ser lida. Várias e várias vezes.

Leia e apaixone-se também 😉

Ficha técnica

Nome: Como eu era antes de você
Autora: Jojo Moyes
Ano: 2013
Editora: Intrínseca
Número de páginas:
320

Sinopse

“Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Trabalha como garçonete num café, um emprego que não paga muito, mas ajuda nas despesas, e namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe.
Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Tudo parece pequeno e sem graça para ele, que sabe exatamente como dar um fim a esse sentimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro.”

Não se iluda, não – Isabela Freitas

frases-de-nao-se-iluda-nao

Adoro contar como conheci os livros que faço resenha aqui no blog. E com esse não será diferente.
Conheci “Não se iluda, não”  em um momento difícil da minha vida. Difícil no que diz respeito a vida amorosa. Estava passando por uma situação de desapego, não quero mais, xô desgraça. E como geralmente faço, fui procurar conselhos e ajuda nos livros. Encontrei esse da Isabela Freitas, e minha gente! Que sossego ele deu para o meu coração!

Li inúmeras críticas e algumas delas foram beeeem duras. Mas o que quero dizer é o seguinte: Não leia esperando que Isabela seja o novo gênio da literatura mundial. Não funciona assim e tenho certeza que o livro não foi escrito com esse intuito. Leia quando você estiver na bad, em uma situação difícil, querendo escapar da sua realidade e querendo rir um pouco de problemas e situações que não são seus!

Recado dado, vamos a resenha de fato.

Isabela é uma guria que, como toda mulher, sofre e tem problemas amorosos. A forma que ela encontra de passar por essas situações, é fazendo um blog na internet, e expondo seus problemas de forma anônima. Ela acaba indo numa viagem com seus melhores amigos e passa por situações extremamente engraçadas. Situações que tenho certeza que muitas aqui já passaram. Eu me identifiquei em diversos momentos e nunca tinha visto um livro tão pequeno me arrancar tantas gargalhadas

Isabela acaba se envolvendo em uma situação com um cara que ela conhece na viagem e com seu melhor amigo. Uma situação complicada, no mínimo. Ela toma atitudes que eu tomaria, e algumas que eu definitivamente não faria. Como eu disse na resenha de Grey, é necessário que os personagens te cativem sendo parecidos contigo ou com a tua vida, e é exatamente dessa forma que eu me senti lendo “Não se apega, não“. Fiquei em dúvida se em certos momentos a autora não tinha pesquisado minha vida antes de escrever a história! hahaha

Livro pequeno, história boa e próxima das situações cotidianas. Vale a leitura.

Ficha técnica

Nome: Não se iluda, não
Autora: Isabela Freitas
Editora: Intrínseca
Ano: 2015
Número de páginas: 272

Sinopse

“Depois de passar um ano sem namorado, Isabela está determinada a realizar o grande sonho de ser uma escritora reconhecida. Resolve dar os primeiros passos anonimamente, criando um blog onde assina como A Garota em Preto e Branco. Em seu diário virtual, ela desabafa, fala dos amigos, dos não tão amigos assim, e confessa suas aventuras e desventuras amorosas. Assunto é o que não falta.
Durante uma temporada agitada em Costa do Sauípe, na Bahia, acompanhada por Pedro, Amanda e sua insuportável prima Nataly, Isabela conhece o irresistível Gabriel, um sujeito praticamente perfeito, a não ser por um pequeno detalhe… Entre shows e passeios na praia, Isabela precisa admitir para si mesma que sente uma atração cada vez maior pelo seu melhor amigo.
Em seu segundo livro, Isabela Freitas dá sequência às histórias dos personagens de “Não se apega, não”. Dessa vez, com a cabeça nas nuvens e os pés firmemente no chão, a personagem Isabela vai em busca daquilo que seu coração realmente deseja, mesmo quando seu caminho é bem acidentado e cada curva parece esconder uma nova surpresa.”

Grey – E.L. James

livro-grey-cinquenta-tons-de-cinza-pelos-olhos-de-christ-807511-MLB20594531316_022016-O

Esse livro não estava na minha lista de resenhas, mas acabou aparecendo na minha vida “sem querer“. Uma amiga minha que adora o tema central do livro, por assim dizer, começou a ler e me indicou a leitura também.
Curiosidade foi o que me levou a ler, já que não havia gostado muito de nenhum da trilogia de “50 tons de cinza“. Eu simplesmente adoro ler a mesma história contada sobre uma perspectiva diferente, e no caso de Grey, preciso dizer que fiquei bem surpreendida.
De uma forma boa.

Ana nunca me “desceu” muito. Sempre achei a personagem bem fraca e um tanto quanto irritante. Sem iniciativa, sem atitude, e uma mulher inexistente. Como leitora, a grande jogada (ao meu ver) para um personagem se tornar cativo do público, é esse personagem refletindo um pouco da realidade,se aproximando das pessoas que nos cercam. Não percebi isso em Ana, o que acabou me irritando muito. Sem contar que não consegui ver um enredo muito bacana. Não enxerguei necessidade de se fazer três livros para essa história. Faltou desenvolvimento, faltou envolvimento. Faltou tudo, em resumo.

E foi com essa descrença, que fui ler Grey. E… acabei me surpreendendo.
Não sei se a autora ouviu as críticas e tentou melhorar, não sei se eu não tinha expectativa alguma de que fosse “razoável”. Só sei que não esperava ter gostado do livro. ahahah

Somos apresentados ao Christian Grey de uma maneira totalmente diferente da forma como vimos ele em 50 tons. Um homem confiante, com bom humor, com um passado complicado e com um hobbie e uma mania um tanto quanto peculiar. Grey pensa em sexo em todos os momentos, incluindo aqueles mais inusitados.
Em diversos momentos me peguei gargalhando com o livro, achando graça e entendendo o ponto de vista dele, coisa que comigo não aconteceu em 50 tons.

É um livro leve, podemos ter noção do ponto de vista de outros personagens que não conhecíamos bem devido a limitação dos pensamentos de Ana do anterior.
A leitura é gostosa sim, por isso, meu conselho para esse livro é: Não seja preconceituoso. Não ter gostado da trilogia, não significa não gostar de Grey. Não se sinta oprimido por gostar de algo que a grande parte das pessoas classifica como “literatura inferior”. Apenas leia e que isso amplie seus horizontes! #Natyfilosofando

A minha unica decepção, foi quanto ao final. Não gostei, achei um final abrupto e um pouco inesperado. Gostaria que tivesse sido desenvolvido melhor. Enfim, não há muito o que dizer do livro. A história é a mesma, contada de uma outra perspectiva. É um livro leve, daqueles para se passar algumas tardes de preguiça lendo.

Deixe aqui nos comentários sua opinião sobre o livro/trilogia.

Ficha técnica

Nome: Grey: Cinquenta Tons de Cinza pelos Olhos de Christian
Autora: E.L. James
Editora: Intrínseca
Ano: 2015
Número de páginas: 528

Sinopse

“Na voz de Christian, e através de seus pensamentos, reflexões e sonhos, E L James oferece uma nova perspectiva da história de amor que dominou milhares de leitores ao redor do mundo.

Christian Grey controla tudo e todos a seu redor: seu mundo é organizado, disciplinado e terrivelmente vazio – até o dia em que Anastasia Steele surge em seu escritório, uma armadilha de pernas torneadas e longos cabelos castanhos. Christian tenta esquecê-la, mas em vez disso acaba envolvido num turbilhão de emoções que não compreende e às quais não consegue resistir. Diferentemente de qualquer mulher que ele já conheceu, a tímida e quieta Ana parece enxergar através de Christian – além do empresário extremamente bem-sucedido, de estilo de vida sofisticado, até o homem de coração frio e ferido.

Será que, com Ana, Christian conseguirá dissipar os horrores de sua infância que o assombram todas as noites?

Ou seus desejos sexuais obscuros, sua compulsão por controle e a profunda aversão que sente por si mesmo vão afastar a garota e destruir a frágil esperança que ela lhe oferece? “

O chamado do Cuco – Robert Galbraith

O-Chamado-do-Cuco-Robert-Galbraith-Rocco

Resolvi dar mais uma chance para os livros da J.K. Rowling (que não fossem Harry Potter, que fique claro).
Eu tentei ler há algum tempo atrás “Morte Súbita” e pela milésima vez, não consegui. Minha amiga disse que se eu conseguisse passar da metade do livro, eu devoraria ele. Pois então, não consegui. E abandonei a leitura.
Mas, por algum motivo, eu acreditava que “O chamado do Cuco” seria diferente. E ainda bem que não me decepcionei.

Simplesmente adoro romance policial. Quando era pequena queria muito ser detetive. Adorava o fato de sair por aí investigando as pessoas. Pessoas são intrigantes por natureza e isso me fascinava.

A história começa com o suposto suicídio de uma famosa modelo. Alguns meses depois, o detetive Cormoran Strike é contratado para investigar a morte misteriosa. Mesmo com a polícia tendo concluído como suicídio, o irmão da modelo não acredita nessa história, apostando em assassinato.

A partir disso, somos inseridos na vida do detetive particular que não é lá essas coisas em termos de paz. Filho de um artista famoso, Cormoran precisa enfrentar diversos problemas, incluindo a decadência do seu serviço como detetive, a separação da atual mulher e não ter um lugar para morar.

Após um certo tempo, nós somos apresentados a vida de Robin, uma mulher que acaba de ficar noiva e que aceita um trabalho temporário de secretária no escritório de Cormoran. Ela se envolve nos casos do detetive e faz seu trabalho muito bem, tão bem que ela vira uma personagem constante com o passar da história.

A narrativa é intercalada entre os pensamentos do detetive, os de Robin e algumas vezes, os do noivo de Robin, que não gosta muito de Cormoran. Portanto, temos uma perspectiva bem abrangente de todos os fatos.
As páginas vão se seguindo, e os mistérios envolvendo o suicídio da modelo vão se resolvendo, no melhor estilo Rowling (detalhes que as vezes passam despercebidos, são a chave para a conclusão da história). Eu como fã de Harry Potter percebi diversos mecanismos que são a marca da escritora, e por diversas vezes me perguntei que se caso eu não soubesse que Robert Galbraith é na verdade J. K. Rowling, não teria achado extremamente parecido o estilo de escrita enquanto estivesse lendo o livro.


Enfim, a história é envolvente sim, mesmo demorando um pouco para “pegar no tranco”. O livro fica mais emocionante e com mais ritmo, da metade para o final, e é praticamente impossível largar depois disso.
Ainda acho que Rowling tem um longo caminho à percorrer para se tornar um ícone do gênero policial, mas definitivamente, ela está no caminho certo.


O chamado do Cuco” é um bom livro para se ler nas férias ou no caminho para o trabalho. Deixa um gostinho de quero mais no final, nos deixando curiosos para ler a continuação da obra.
Deu certo para mim, estou lendo “O Bicho da Seda” e assim que terminar ele, venho aqui contar a minha impressão sobre a história.

Até lá!


Ficha técnica

Nome: O chamado do Cuco
Autor: Robert Galbraith
Número de páginas: 448
Editora: Rocco
Ano: 2013

Sinopse

“Quando uma modelo problemática cai para a morte de uma varanda coberta de neve, presume-se que ela tenha cometido suicídio. No entanto, seu irmão tem suas dúvidas e decide chamar o detetive particular Cormoran Strike para investigar o caso.

Strike é um veterano de guerra, ferido física e psicologicamente, e sua vida está em desordem. O caso lhe garante uma sobrevida financeira, mas tem um custo pessoal: quanto mais ele mergulha no mundo complexo da jovem modelo, mais sombrias ficam as coisas e mais perto do perigo ele chega.

Um emocionante mistério mergulhado na atmosfera de Londres, das abafadas ruas de Mayfair e bares clandestinos do East End para a agitação do Soho. O chamado do Cuco é um livro maravilhoso. Apresentando Cormoran Strike, este é um romance policial clássico na tradição de P.D. James e Ruth Rendell, e marca o início de uma série única de mistérios.”

The Perks of being a Wallflower -Stephen Chbosky

maxresdefault

Antecipo que esse foi um dos livros que eu achei mais profundos de todos que já li, e que me deixaram uma mensagem muito grande: ame acima de tudo, e viva todos os momentos como se eles fossem únicos.
Eu já havia ouvido falar desse livro. Afinal, quando um livro se torna filme, ele acaba virando bem mais popular. Eu assisti ao filme alguns anos atrás e me emocionei muito com ele.
Mas foi em 2016, após ler alguns trechos na internet, que eu decidi por fim ler o livro. Mesmo tendo visto o filme e sabendo da história, os detalhes eu já não lembrava mais.

Comprei o livro em inglês, no formato de ebook para ler no Kindle. Inglês porque eu queria treinar mais a língua e ebook porque é simplesmente mais fácil de levar aos lugares e eu não tenho mais espaço físico em casa para colocar meus livros.
O livro é curtinho, são apenas 224 páginas. Mas é intenso. Muito intenso.
O formato em que ele é escrito é um pouco confuso no início, mas logo nos acostumamos com Charlie, o personagem principal, escrevendo cartas para alguém e simplesmente contando detalhes dos seus dias, das suas rotinas. Mas principalmente, dividindo seus pensamentos e opiniões, que são um tanto quanto peculiares.
Charlie é um garoto de 15 anos que possui alguns problemas. Problemas estes que só entendemos de fato no final do livro.
Essa história não traz nada de excepcional. Não me entendam mal. Quero dizer que a história é baseada em fatos que acontecem todos os dias nas vidas das pessoas. E é exatamente isso que faz o livro ser tão incrível. Alguns detalhes do nosso cotidiano já se tornaram tão normais que simplesmente não paramos para pensar sobre eles e acabamos não dando o valor necessário.
Charlie acabou me fazendo enxergar coisas que eu não tinha parado para pensar ainda. Como o valor de um abraço de alguém próximo. Ou alguém te dizer o quanto tu é especial. São coisas simples e que não acontecem com frequência (infelizmente).

Charlie é um adolescente sozinho, e que logo começa uma amizade com Sam e Patrick. Eles logo viram amigos inseparáveis e inserem Charlie numa vida bem diferente da qual ele estava acostumado. Charlie começa a dar valor a amizade e descobre seu primeiro amor. Dá seu primeiro beijo, e descobre todos os dramas pelos quais adolescentes passam.
Eu realmente não quero falar muito sobre a história, porque é exatamente ela que é o ouro do livro. E com ele sendo tão curtinho, acredito que falar muito dele irá trazer spoilers e tirar a magia dessa leitura.
A pureza dos personagens e a pureza dos sentimentos te faz sem dúvidas, se sentir infinito.

E no fim, eu desejei com todas as minhas forças estar saindo daquele túnel em direção as luzes da cidade com o mesmo sentimento de Charlie: de liberdade, de pertencer a algum lugar no mundo.

Com amor,

Naty.

 

Ficha técnica

Nome: The Perks of being a Wallflower
Autor: Stephen Chbosky
Número de páginas: 224
Editora: MTV Books
Ano: 2012

Sinopse

Cartas mais íntimas que um diário, estranhamente únicas, hilárias e devastadoras – são apenas através delas que Charlie compartilha todo o seu mundinho com o leitor. Enveredando pelo universo dos primeiros encontros, dramas familiares, novos amigos, sexo, drogas e daquela música perfeita que nos faz sentir infinito, o roteirista Stephen Chbosky lança luz sobre o amadurecimento no ambiente da escola, um local por vezes opressor e sinônimo de ameaça. Uma leitura que deixa visível os problemas e crises próprios da juventude.”

4 motivos que me fizeram não gostar de “O Espadachim de Carvão” de Affonso Solano

o-espadachim-de-carvao

Essa vai ser uma resenha diferente dos tipos que eu faço normalmente. Espero que não me cause apedrejamentos por isso! haha
A resenha dessa semana será explicando os motivos pelos quais eu não consegui finalizar o livro “O espadachim de Carvão” de Affonso Solano.

1- Personagens sem profundidade
Uma das coisas que mais me identifico nos livros são os personagens. Eles são a alma da história! E é preciso ter personagens bons o suficiente para te fazer mergulhar naquele mundo novo. É preciso sentir que eles existiram em algum lugar. E os personagens do Espadachim passam longe disso. Não senti absolutamente nenhuma conexão com o personagem principal Adapak. Aliás, com nenhum outro personagem do livro. Acho que a história de todos eles é tratada de forma muito superficial. E não ter uma conexão mesmo que mínima com algum deles, torna tudo mais difícil para o desenvolver da trama. Ponto megamente negativo. 

2- Alternar capítulos entre passado e presente
Não me entenda mal aqui. Eu acho muito rico para a construção de uma história alternar momentos que ocorreram para explicar momentos/ações no presente. Porém, acho que se deve ter um pouco de cuidado ao fazer isso. No Espadachim, temos um capítulo contando o passado do jovem Adapak, intercalado com um próximo capítulo contando a situação presente do personagem. E isso se repete até onde consegui ler. Isso não funcionou para mim porquê além de passar uma sensação de narrativa superficial, não cria aquela expectativa sobre o que vai acontecer nos próximos capítulos. Pelo contrário, fiquei extremamente irritada, pois quando a história estava começando a se desenvolver melhor, o capítulo acabava e erámos obrigados a ler sobre qualquer outra situação vivida pelo personagem no passado. Usar demais dessa artimanha apenas deixou tudo muito confuso e sem conexão.

3- Narrativa confusa
A narrativa confusa acaba que sendo um complemento do tópico acima. Por alternar os capítulos entre passado e presente, a história se perde totalmente. É um exercício mental chato ficar lembrando a todo momento o que aconteceu no capítulo anterior e tentar conectá-lo com o que se está lendo. Fica uma bagunça de história, e acaba por não nos prender na história.

4- Criação de palavras/expressões/cultura
Esse é um dos motivos no qual me deixaram mais chatiada ainda. Eu adoro, com todo meu coração, literatura fantástica. É uma dádiva quando se é escritor, poder inventar um mundo totalmente diferente, com expressões e culturas novas. Adoro Harry Potter, O Hobbit (O Senhor dos Anéis), Jogos Vorazes e outros tantos mais por conta disso. Mas O Espadachim definitavamente não funciona nesse sentido. Eu lembro quando li Maze Runer e fiquei um pouco irritada no início com toda aquela quantidade de nomes novos. Felizmente, tem ritmo naquela história e conseguimos nos adaptar as palavras novas criadas. Isso não acontece no Espadachim. Acaba se tornando uma bagunça de palavras, expressões e culturas novas. Elas são jogadas em cima de ti e você deve se acostumar com elas. Mas não se acostuma e isso cansa com o decorrer das páginas alcançadas, te desanimando tanto a ponto de não conseguir terminar mais o livro.

Devido a esses motivos, eu não consegui ler até o final, não tive curiosidade alguma para saber o que aconteceria a seguir.Eu tentei por duas vezes ler O Espadachim. Detalhe que o livro não é extenso. São apenas 256 páginas, normalmente lidas facilmente numa tarde de domingo.
Fiquei bem decepcionada com o livro em si, em questão de história. Mas preciso destacar os pontos positivos ao meu ver que foram as artes de capa e dos capítulos. Achei muito bem feitos e merecedores de admiração.

Espero que não tenha ficado uma crítica muito dura. Acredito muito nos escritores nacionais de literatura fantasiosa. Dificilmente essa crítica chegará até o Affonso, mas espero que os próximos livros sejam melhores e me façam ficar suspirando em cima dos personagens. O escritor tem muito potencial, e tenho certeza que as próximas histórias me agradarão 😉

Sinopse

“Filho de um dos quatro deuses de Kurgala, Adapak vive com o pai em sua ilha sagrada, afastada e adorada pelas diferentes espécies do mundo. Lá, o jovem de pele absolutamente negra e olhos brancos cresceu com todo o conhecimento divino a seu dispor, mas consciente de que nunca poderia deixar sua morada. Ao completar dezenove anos, no entanto, isso muda. Testemunhando a ilha ser invadida por um misterioso grupo de assassinos, Adapak se vê forçado a fugir pela vida e se expor aos olhos do mundo pela primeira vez, aplicando seus conhecimentos e uma exótica técnica de combate na busca pela identidade daqueles que desejam a morte dos Deuses de Kurgala.”

Nome: O Espadachim de Carvão
Autor: Affonso Solano
Número de páginas: 256
Ano: 2013
Editora: Fantasy – Casa da Palavra

Outlander – A Libélula no âmbar por Diana Gabaldon

url

Demorei, mas voltei! Prometo que a resenha vai ser boa, afinal eu não li esse livro uma, mas duas vezes antes de escrever sobre ele.

Começando pelo novo layout que a Editora Saída de Emergência BR deu para o livro. A-D-O-R-E-I! Confesso que quando vi o Jaime na capa, achei que o livro seria todo sob a perspectiva dele e eu… ERREI! haha Mas isso não diminui nem um pouco a grandiosidade da história.

Depois do final de Outlander – Uma viajante do tempo (leia a resenha aqui), ficamos com aquele gostinho de quero mais com o final do livro. Ele foi feito obviamente com a intenção de uma continuação, e imaginem minha surpresa quando estou louca para saber o que Jaime e Claire fizeram depois e quando abro o livro, me deparo com os seguintes dizeres: PARTE I Através de um espelho, às escuras. Inverness 1968.
PARA TUDO! 1968???? Como assim?! Eu deixei eles em 1745! Tem alguma coisa errada!
Imagino que tenha sido o pensamento de todo da série que abre o segundo livro e se depara com tal data. Sem mais spoilers sobre o início, confesso (de novo) que fiquei um pouquinho decepcionada. Quem se importa com novos personagens?! Mas sendo Diana Gabaldon uma rainha na arte de escrever, não nos chateia nem um pouco com as novas revelações. Não consigo me decidir se gostei mais do primeiro ou do segundo livro. Seguindo a mesma origem do primeiro, vocês não ficarão nem um pouco decepcionados com os fatos históricos presentes. A escritora fez igual (ou melhor) trabalho em inserir fatos reais da nossa história no livro. Fica mais fascinante ainda. É como se os personagens realmente tivessem existido.

Pulando o choque original, somos introduzidos a novos personagens que vão nos fazendo odiá-los e amá-los conforme a trama segue. Quem diria que eu pegaria tanto nojo de um famoso príncipe aí, hein?
Mas temos a continuação da história de velhos personagens também, e esses nunca decepcionam. O amor de Claire e Jaime está cada vez maior, assim como a confusão que eles conseguem se meter com o decorrer dos eventos. Basicamente, eles decidem tentar evitar a famosa batalha de Culloden, no qual os escoceses foram massacrados e os clãs dizimados. Mas ao se meter em tal aventura, muita coisa dá errado e eles se veem novamente naquela batalha interior entre tentar salvar a vida de milhares de pessoas ou salvar a pele deles. Não vou contar muitos detalhes da história em si, pois a grande delícia é ir descobrindo como as coisas vão acontecendo.

Diana tem um talento de inserir personagens que parecem pequenos, mas que com o decorrer da história, se tornam enormes e de grande importância. Por isso, fiquem sempre atentos aos personagens que aparecem e aparentam ser insignificantes.
O livro é extenso, e um chumbo de levar para ler em outros lugares que não sua casa. Mas vale cada esforço do bíceps para levantá-lo. Nos apaixonamos ainda mais pelo nosso casal preferido, e nos apaixonamos por um outro futuro casal também…
Claire como narradora dos eventos continua maravilhosa. Eu sentia cada emoção dela. Todo o amor, ódio, raiva, alegria que ela passava, eu sentia na pele também.
O final do livro como sempre, me trouxe muitas lágrimas. Sempre espere por algo grandioso e doloroso para ocorrer nos últimos capítulos. Assim como A viajante do tempo tem os capítulos finais de uma dor imensa, a Libélula no âmbar nos faz soluçar! Chegou num momento que já não conseguia nem ler mais, de tantas lágrimas nos olhos. Mas é a última página e as últimas palavras que te fazem gritar loucamente pelo quarto após encerrada a leitura. Na primeira vez que li, fiquei toda arrepiada e com um sentimento de esperança que eu acho que nunca tinha vivenciado antes! Loucura né?!
E na segunda vez em que li, fiquei arrepiada da mesma forma (mesmo já sabendo o que iria acontecer) e com o mesmo sentimento de esperança, mas talvez um pouquinho mais de conhecimento (uma vez que eu já li a série inteira haha).

Bom, para terminar, meu conselho é: LEIAM! Vale cada centavo, cada esforço, cada noite insone. Virei da série desde o momento em que conheci Claire e Jaime. É um universo maravilhoso e sem dúvidas, te faz esquecer da vida, dos problemas e te incita a querer conhecer mais sobre a Escócia. Recomendadíssimo!

Sinopse

Claire Randall guardou um segredo por vinte anos. Ao voltar para as majestosas Terras Altas da Escócia, envoltas em brumas e mistério, está disposta a revelar à sua filha Brianna a surpreendente história do seu nascimento. É chegada a hora de contar a verdade sobre um antigo círculo de pedras, sobre um amor que transcende as fronteiras do tempo… E sobre o guerreiro escocês que a levou da segurança do século XX para os perigos do século XVIII.
O legado de sangue e desejo que envolve Brianna finalmente vem à tona quando Claire relembra a sua jornada em uma corte parisiense cheia de intrigas e conflitos, correndo contra o tempo para evitar o destino trágico da revolta dos escoceses. Com tudo o que conhece sobre o futuro, será que ela conseguirá salvar a vida de James Fraser e da criança que carrega no ventre?”

Nome: Outlander – A libélula no âmbar. Livro 2
Autor: Diana Gabaldon
Número de páginas: 944
Editora: Saída de Emergência BR
Ano: 2014

Trecho do livro Outlander – A Viajante do tempo de Diana Gabaldon e booktrailer

Para quem ficou curioso com a história, pode acessar em pdf um pedacinho do livro, aqui.

Veja também o book trailer e o trailer da série adaptada para televisão.

Outlander – A viajante do tempo

Outlander_Capa WEBFazia tempo que eu não ficava tão empolgada com um livro. E meus queridos, depois de ler Outlander, fiquei obsessiva em descobrir tudo a respeito do universo do livro. Mas antes de contar essa parte, vou contar sobre como descobri essa maravilha de livro.

Fui na livraria semana passada, desesperada por um livro novo para iniciar 2015. Tinha alguns títulos na cabeça, mas acabei indo procurar pelas estantes mesmo. Achei dois. “Outlander” e “O chamado do Cuco”. Fiquei em dúvida entre levar para casa uma autora que eu conheço muito bem e outra que nunca tinha ouvido falar. Como acabei me decepcionando um pouco com “Morte Súbita”, decidi dar uma chance para a viajante do tempo (isso e com a ajudinha do namorado que disse que eu ficaria entretida mais de uma semana com um livro maior e não só algumas horas. Fato esse que não se confirmou haha). Comprei o livro no sábado, mas só fui começar a ler no domingo depois do almoço. E bom, eu só consegui largar o livro quando eu terminei a última página. E isso foi na terça pela manhã haha (sou obsessiva quando gosto da história).

A história se passa em 1945, quando Claire e seu marido Frank resolvem ir até a Escócia passar por uma segunda lua de mel. Claire é atraída até as pedras mágicas daquele lugar, e quando as toca é transportada 200 anos no tempo. Detalhe, são 200 anos no passado, sendo assim, ela chega a 1743, numa Escócia marcada por disputas de clãs, guerras, violência e muito descaso dos homens em relação as mulheres, sendo um lugar extremamente perigoso para uma mulher ficar sozinha. Ela acaba se vendo apaixonada por um escocês, chamado Jamie e isso leva toda a história a tomar seu rumo. Muito se engana quem pensa que se trata apenas de um romance bobo. A autora fez muito bem sua pesquisa histórica e encontramos diversos elementos reais no livro. Uso do gaélico, vestimentas, modo de falar, canções e comida típica. Tu realmente se sente dentro daquele ambiente com Claire. E como ela, acaba se apaixonando por Jamie também. Os personagens são complexos, nada superficiais, sendo todos eles parte de alguma trama que acabamos descobrindo somente mais tarde na história. É um livro muito envolvente, como se as 800 páginas não fossem nada. Além do mais, nem todos os enigmas são jogados na nossa cara. A leitura precisa ser feita com um pouco de cuidado, para que realmente se possa entender o que está acontecendo. Portanto, não é uma leitura para preguiçosos que gostam que todos os mistérios sejam mastigados e jogados na cara. É preciso concentração e esforço para entender alguns.

Após terminar a leitura, descobri que no Brasil existe somente um segundo livro traduzido. A continuação se chama “Outlander – a libélula no âmbar“. Fui correndo na livraria para comprar, mas quase cai para trás quando me deparei com o preço. Resolvi caçar na internet, e acabei encontrando uma promoção no site da Saraiva. Vou colocar o link no final do post, caso alguém queira comprá-lo.
Pesquisando um pouco mais, descobri que são 8 livros da série Outlander, disponíveis em inglês. E ainda nessa pesquisa, descobri a série baseada nos livros. Para resumir minha experiência, consumi os 8 episódios disponíveis em um dia. A série é tão fiel ao livro quanto pode ser. E muito melhor do que minha imaginação poderia pedir (leia-se o ator que representa Jamie e seu sexylindomaravilhoso sotaque escocês). Caso não estejam convencidos a ler o livro, que vejam a série e se encantem com a Sassenach e sua aventura tentando voltar para casa. Os próximos episódios serão liberados a partir de abril (e mesmo sabendo o que vai acontecer, fiquei maravilhada e ansiosa para ver como será a adaptação do resto do livro).

Adquiri meu exemplar do segundo livro e mal posso esperar para colocar as mãos nele e novamente mergulhar no maravilhoso mundo de Claire. Conto pra vocês daqui uns dias 😉

Sinopse

“Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros.

Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro escocês, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente?”

Nome: Outlander – A viajante do tempo
Autora: Diana Gabaldon
Número de páginas: 799
Editora: Saída de Emergência
Ano: 2014

Link para comprar o Outlander – a libélula no âmbar aqui.