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Não se iluda, não – Isabela Freitas

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Adoro contar como conheci os livros que faço resenha aqui no blog. E com esse não será diferente.
Conheci “Não se iluda, não”  em um momento difícil da minha vida. Difícil no que diz respeito a vida amorosa. Estava passando por uma situação de desapego, não quero mais, xô desgraça. E como geralmente faço, fui procurar conselhos e ajuda nos livros. Encontrei esse da Isabela Freitas, e minha gente! Que sossego ele deu para o meu coração!

Li inúmeras críticas e algumas delas foram beeeem duras. Mas o que quero dizer é o seguinte: Não leia esperando que Isabela seja o novo gênio da literatura mundial. Não funciona assim e tenho certeza que o livro não foi escrito com esse intuito. Leia quando você estiver na bad, em uma situação difícil, querendo escapar da sua realidade e querendo rir um pouco de problemas e situações que não são seus!

Recado dado, vamos a resenha de fato.

Isabela é uma guria que, como toda mulher, sofre e tem problemas amorosos. A forma que ela encontra de passar por essas situações, é fazendo um blog na internet, e expondo seus problemas de forma anônima. Ela acaba indo numa viagem com seus melhores amigos e passa por situações extremamente engraçadas. Situações que tenho certeza que muitas aqui já passaram. Eu me identifiquei em diversos momentos e nunca tinha visto um livro tão pequeno me arrancar tantas gargalhadas

Isabela acaba se envolvendo em uma situação com um cara que ela conhece na viagem e com seu melhor amigo. Uma situação complicada, no mínimo. Ela toma atitudes que eu tomaria, e algumas que eu definitivamente não faria. Como eu disse na resenha de Grey, é necessário que os personagens te cativem sendo parecidos contigo ou com a tua vida, e é exatamente dessa forma que eu me senti lendo “Não se apega, não“. Fiquei em dúvida se em certos momentos a autora não tinha pesquisado minha vida antes de escrever a história! hahaha

Livro pequeno, história boa e próxima das situações cotidianas. Vale a leitura.

Ficha técnica

Nome: Não se iluda, não
Autora: Isabela Freitas
Editora: Intrínseca
Ano: 2015
Número de páginas: 272

Sinopse

“Depois de passar um ano sem namorado, Isabela está determinada a realizar o grande sonho de ser uma escritora reconhecida. Resolve dar os primeiros passos anonimamente, criando um blog onde assina como A Garota em Preto e Branco. Em seu diário virtual, ela desabafa, fala dos amigos, dos não tão amigos assim, e confessa suas aventuras e desventuras amorosas. Assunto é o que não falta.
Durante uma temporada agitada em Costa do Sauípe, na Bahia, acompanhada por Pedro, Amanda e sua insuportável prima Nataly, Isabela conhece o irresistível Gabriel, um sujeito praticamente perfeito, a não ser por um pequeno detalhe… Entre shows e passeios na praia, Isabela precisa admitir para si mesma que sente uma atração cada vez maior pelo seu melhor amigo.
Em seu segundo livro, Isabela Freitas dá sequência às histórias dos personagens de “Não se apega, não”. Dessa vez, com a cabeça nas nuvens e os pés firmemente no chão, a personagem Isabela vai em busca daquilo que seu coração realmente deseja, mesmo quando seu caminho é bem acidentado e cada curva parece esconder uma nova surpresa.”

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4 motivos que me fizeram não gostar de “O Espadachim de Carvão” de Affonso Solano

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Essa vai ser uma resenha diferente dos tipos que eu faço normalmente. Espero que não me cause apedrejamentos por isso! haha
A resenha dessa semana será explicando os motivos pelos quais eu não consegui finalizar o livro “O espadachim de Carvão” de Affonso Solano.

1- Personagens sem profundidade
Uma das coisas que mais me identifico nos livros são os personagens. Eles são a alma da história! E é preciso ter personagens bons o suficiente para te fazer mergulhar naquele mundo novo. É preciso sentir que eles existiram em algum lugar. E os personagens do Espadachim passam longe disso. Não senti absolutamente nenhuma conexão com o personagem principal Adapak. Aliás, com nenhum outro personagem do livro. Acho que a história de todos eles é tratada de forma muito superficial. E não ter uma conexão mesmo que mínima com algum deles, torna tudo mais difícil para o desenvolver da trama. Ponto megamente negativo. 

2- Alternar capítulos entre passado e presente
Não me entenda mal aqui. Eu acho muito rico para a construção de uma história alternar momentos que ocorreram para explicar momentos/ações no presente. Porém, acho que se deve ter um pouco de cuidado ao fazer isso. No Espadachim, temos um capítulo contando o passado do jovem Adapak, intercalado com um próximo capítulo contando a situação presente do personagem. E isso se repete até onde consegui ler. Isso não funcionou para mim porquê além de passar uma sensação de narrativa superficial, não cria aquela expectativa sobre o que vai acontecer nos próximos capítulos. Pelo contrário, fiquei extremamente irritada, pois quando a história estava começando a se desenvolver melhor, o capítulo acabava e erámos obrigados a ler sobre qualquer outra situação vivida pelo personagem no passado. Usar demais dessa artimanha apenas deixou tudo muito confuso e sem conexão.

3- Narrativa confusa
A narrativa confusa acaba que sendo um complemento do tópico acima. Por alternar os capítulos entre passado e presente, a história se perde totalmente. É um exercício mental chato ficar lembrando a todo momento o que aconteceu no capítulo anterior e tentar conectá-lo com o que se está lendo. Fica uma bagunça de história, e acaba por não nos prender na história.

4- Criação de palavras/expressões/cultura
Esse é um dos motivos no qual me deixaram mais chatiada ainda. Eu adoro, com todo meu coração, literatura fantástica. É uma dádiva quando se é escritor, poder inventar um mundo totalmente diferente, com expressões e culturas novas. Adoro Harry Potter, O Hobbit (O Senhor dos Anéis), Jogos Vorazes e outros tantos mais por conta disso. Mas O Espadachim definitavamente não funciona nesse sentido. Eu lembro quando li Maze Runer e fiquei um pouco irritada no início com toda aquela quantidade de nomes novos. Felizmente, tem ritmo naquela história e conseguimos nos adaptar as palavras novas criadas. Isso não acontece no Espadachim. Acaba se tornando uma bagunça de palavras, expressões e culturas novas. Elas são jogadas em cima de ti e você deve se acostumar com elas. Mas não se acostuma e isso cansa com o decorrer das páginas alcançadas, te desanimando tanto a ponto de não conseguir terminar mais o livro.

Devido a esses motivos, eu não consegui ler até o final, não tive curiosidade alguma para saber o que aconteceria a seguir.Eu tentei por duas vezes ler O Espadachim. Detalhe que o livro não é extenso. São apenas 256 páginas, normalmente lidas facilmente numa tarde de domingo.
Fiquei bem decepcionada com o livro em si, em questão de história. Mas preciso destacar os pontos positivos ao meu ver que foram as artes de capa e dos capítulos. Achei muito bem feitos e merecedores de admiração.

Espero que não tenha ficado uma crítica muito dura. Acredito muito nos escritores nacionais de literatura fantasiosa. Dificilmente essa crítica chegará até o Affonso, mas espero que os próximos livros sejam melhores e me façam ficar suspirando em cima dos personagens. O escritor tem muito potencial, e tenho certeza que as próximas histórias me agradarão 😉

Sinopse

“Filho de um dos quatro deuses de Kurgala, Adapak vive com o pai em sua ilha sagrada, afastada e adorada pelas diferentes espécies do mundo. Lá, o jovem de pele absolutamente negra e olhos brancos cresceu com todo o conhecimento divino a seu dispor, mas consciente de que nunca poderia deixar sua morada. Ao completar dezenove anos, no entanto, isso muda. Testemunhando a ilha ser invadida por um misterioso grupo de assassinos, Adapak se vê forçado a fugir pela vida e se expor aos olhos do mundo pela primeira vez, aplicando seus conhecimentos e uma exótica técnica de combate na busca pela identidade daqueles que desejam a morte dos Deuses de Kurgala.”

Nome: O Espadachim de Carvão
Autor: Affonso Solano
Número de páginas: 256
Ano: 2013
Editora: Fantasy – Casa da Palavra

Branca dos Mortos e os 7 zumbis – Abu Fobiya

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Ganhei esse livro de presente do meu namorado. Vinha namorando ele a meses na Nerdstore. O que mais chamou minha atenção, sem DÚVIDAS, foi a capa. Que capa linda e diferente! Assim como em “Pequena Abelha“, fui atraída pela aparência do livro, muito mais do que pela história. Mas claro que o fato de ter zumbis no nome também chamou minha atenção haha Adoro zumbis ou qualquer outra coisa que tenha a ver com o sobrenatural.

Quando recebi o livro, fiquei ainda mais encantada pela belo trabalho que foi feito em cima dele. Capa dura, brilhosa, daquelas que dá gosto de ver. Sem falar nas ilustrações dos contos. Sério, o livro vale muito a pena só pelo ‘formato físico’ dele.

Blá blá blá e sobre a história?! Bueno, eu comecei lendo achando que era UMA história só. Como eu disse antes, não prestei muita atenção no título e nem na descrição do livro, então estava esperando a história da Branca de Neve e dos 7 zumbis. E aí é que veio minha surpresa. Eu não gosto muito de contos. Sou o tipo de pessoa que gosta de continuar uma história, de entender tudo por trás de cada gesto. E tenho a sensação de que contos não me proporcionam isso, de que está faltando algo. E o fato de alguns contos desse livro serem histórias já conhecidas minha, também contribuíram em tirar o meu tesão. Talvez foi por isso que os contos que eu mais gostei dos livros, foram aqueles que eu nunca tinha ouvido falar, como por exemplo, “O cemitério”, “O fim de quase todas as coisas” (que me lembrou muito Asimov – não sei porque haha) e “O monstro”.

Foi uma leitura rápida, o livro tem 200 páginas. Mas posso dizer que foi uma leitura assustadora – pra mim. Eu era o tipo de criança que colocava a fita no rádio da “Chapeuzinho vermelha” e ficava com medo do lobo mal. Minha imaginação vai a loucura e um simples barulho na janela me ajusta (inclusive agora que estou escrevendo sobre isso e me lembrando dos detalhes das histórias, já to sentindo medo haha). Eu li esses contos em plena luz do dia com meu namorado no quarto, e mesmo assim fui teletransportada para dentro das histórias e sim, eu fiquei com medo. Mas como eu disse antes, histórias como a Branca de Neve e Cinderela já são manjadas para mim, então eu acabei não dando muita atenção para esses contos.
Demorei para entender que as histórias se conectavam no final. E no geral, meu feedback em relação ao livro é o seguinte: algumas coisas na escrita do texto me incomodaram. Sou acostumada a violência das cenas, mas personagens que falam de maneira muito grossa, não me agradam. E não digo isso só por esse livro, pois lembro que alguns diálogos de certos personagens em “As crônicas de Gelo e Fogo” de Martin, quando chegam no ponto de ser muito ‘grosso’, eu já pego certo ‘nojo’. Coisa minha, não deem bola. Mas as histórias são boas. Se a intenção do autor era colocar medo em quem lesse, parabéns! Definitivamente, esse objetivo deu certo comigo. Achei um bom livro, com uma escrita boa e fácil de entender.
Mas ainda mantenho minha opinião: contos não são pra mim. Mas talvez sejam pra ti 😉

Detalhes técnicos: 

Editora: Nerdbooks / Globo Livros (sei que a Nerdbooks foi quem lançou com a capa dura e preta com vermelha. A capa da Globo Livros é um pouquinho mais simples e com um tom de azul)

Número de páginas: 208

Autor: Abu Fobiya