Arquivos do Blog

O chamado do Cuco – Robert Galbraith

O-Chamado-do-Cuco-Robert-Galbraith-Rocco

Resolvi dar mais uma chance para os livros da J.K. Rowling (que não fossem Harry Potter, que fique claro).
Eu tentei ler há algum tempo atrás “Morte Súbita” e pela milésima vez, não consegui. Minha amiga disse que se eu conseguisse passar da metade do livro, eu devoraria ele. Pois então, não consegui. E abandonei a leitura.
Mas, por algum motivo, eu acreditava que “O chamado do Cuco” seria diferente. E ainda bem que não me decepcionei.

Simplesmente adoro romance policial. Quando era pequena queria muito ser detetive. Adorava o fato de sair por aí investigando as pessoas. Pessoas são intrigantes por natureza e isso me fascinava.

A história começa com o suposto suicídio de uma famosa modelo. Alguns meses depois, o detetive Cormoran Strike é contratado para investigar a morte misteriosa. Mesmo com a polícia tendo concluído como suicídio, o irmão da modelo não acredita nessa história, apostando em assassinato.

A partir disso, somos inseridos na vida do detetive particular que não é lá essas coisas em termos de paz. Filho de um artista famoso, Cormoran precisa enfrentar diversos problemas, incluindo a decadência do seu serviço como detetive, a separação da atual mulher e não ter um lugar para morar.

Após um certo tempo, nós somos apresentados a vida de Robin, uma mulher que acaba de ficar noiva e que aceita um trabalho temporário de secretária no escritório de Cormoran. Ela se envolve nos casos do detetive e faz seu trabalho muito bem, tão bem que ela vira uma personagem constante com o passar da história.

A narrativa é intercalada entre os pensamentos do detetive, os de Robin e algumas vezes, os do noivo de Robin, que não gosta muito de Cormoran. Portanto, temos uma perspectiva bem abrangente de todos os fatos.
As páginas vão se seguindo, e os mistérios envolvendo o suicídio da modelo vão se resolvendo, no melhor estilo Rowling (detalhes que as vezes passam despercebidos, são a chave para a conclusão da história). Eu como fã de Harry Potter percebi diversos mecanismos que são a marca da escritora, e por diversas vezes me perguntei que se caso eu não soubesse que Robert Galbraith é na verdade J. K. Rowling, não teria achado extremamente parecido o estilo de escrita enquanto estivesse lendo o livro.


Enfim, a história é envolvente sim, mesmo demorando um pouco para “pegar no tranco”. O livro fica mais emocionante e com mais ritmo, da metade para o final, e é praticamente impossível largar depois disso.
Ainda acho que Rowling tem um longo caminho à percorrer para se tornar um ícone do gênero policial, mas definitivamente, ela está no caminho certo.


O chamado do Cuco” é um bom livro para se ler nas férias ou no caminho para o trabalho. Deixa um gostinho de quero mais no final, nos deixando curiosos para ler a continuação da obra.
Deu certo para mim, estou lendo “O Bicho da Seda” e assim que terminar ele, venho aqui contar a minha impressão sobre a história.

Até lá!


Ficha técnica

Nome: O chamado do Cuco
Autor: Robert Galbraith
Número de páginas: 448
Editora: Rocco
Ano: 2013

Sinopse

“Quando uma modelo problemática cai para a morte de uma varanda coberta de neve, presume-se que ela tenha cometido suicídio. No entanto, seu irmão tem suas dúvidas e decide chamar o detetive particular Cormoran Strike para investigar o caso.

Strike é um veterano de guerra, ferido física e psicologicamente, e sua vida está em desordem. O caso lhe garante uma sobrevida financeira, mas tem um custo pessoal: quanto mais ele mergulha no mundo complexo da jovem modelo, mais sombrias ficam as coisas e mais perto do perigo ele chega.

Um emocionante mistério mergulhado na atmosfera de Londres, das abafadas ruas de Mayfair e bares clandestinos do East End para a agitação do Soho. O chamado do Cuco é um livro maravilhoso. Apresentando Cormoran Strike, este é um romance policial clássico na tradição de P.D. James e Ruth Rendell, e marca o início de uma série única de mistérios.”

Anúncios

The Perks of being a Wallflower -Stephen Chbosky

maxresdefault

Antecipo que esse foi um dos livros que eu achei mais profundos de todos que já li, e que me deixaram uma mensagem muito grande: ame acima de tudo, e viva todos os momentos como se eles fossem únicos.
Eu já havia ouvido falar desse livro. Afinal, quando um livro se torna filme, ele acaba virando bem mais popular. Eu assisti ao filme alguns anos atrás e me emocionei muito com ele.
Mas foi em 2016, após ler alguns trechos na internet, que eu decidi por fim ler o livro. Mesmo tendo visto o filme e sabendo da história, os detalhes eu já não lembrava mais.

Comprei o livro em inglês, no formato de ebook para ler no Kindle. Inglês porque eu queria treinar mais a língua e ebook porque é simplesmente mais fácil de levar aos lugares e eu não tenho mais espaço físico em casa para colocar meus livros.
O livro é curtinho, são apenas 224 páginas. Mas é intenso. Muito intenso.
O formato em que ele é escrito é um pouco confuso no início, mas logo nos acostumamos com Charlie, o personagem principal, escrevendo cartas para alguém e simplesmente contando detalhes dos seus dias, das suas rotinas. Mas principalmente, dividindo seus pensamentos e opiniões, que são um tanto quanto peculiares.
Charlie é um garoto de 15 anos que possui alguns problemas. Problemas estes que só entendemos de fato no final do livro.
Essa história não traz nada de excepcional. Não me entendam mal. Quero dizer que a história é baseada em fatos que acontecem todos os dias nas vidas das pessoas. E é exatamente isso que faz o livro ser tão incrível. Alguns detalhes do nosso cotidiano já se tornaram tão normais que simplesmente não paramos para pensar sobre eles e acabamos não dando o valor necessário.
Charlie acabou me fazendo enxergar coisas que eu não tinha parado para pensar ainda. Como o valor de um abraço de alguém próximo. Ou alguém te dizer o quanto tu é especial. São coisas simples e que não acontecem com frequência (infelizmente).

Charlie é um adolescente sozinho, e que logo começa uma amizade com Sam e Patrick. Eles logo viram amigos inseparáveis e inserem Charlie numa vida bem diferente da qual ele estava acostumado. Charlie começa a dar valor a amizade e descobre seu primeiro amor. Dá seu primeiro beijo, e descobre todos os dramas pelos quais adolescentes passam.
Eu realmente não quero falar muito sobre a história, porque é exatamente ela que é o ouro do livro. E com ele sendo tão curtinho, acredito que falar muito dele irá trazer spoilers e tirar a magia dessa leitura.
A pureza dos personagens e a pureza dos sentimentos te faz sem dúvidas, se sentir infinito.

E no fim, eu desejei com todas as minhas forças estar saindo daquele túnel em direção as luzes da cidade com o mesmo sentimento de Charlie: de liberdade, de pertencer a algum lugar no mundo.

Com amor,

Naty.

 

Ficha técnica

Nome: The Perks of being a Wallflower
Autor: Stephen Chbosky
Número de páginas: 224
Editora: MTV Books
Ano: 2012

Sinopse

Cartas mais íntimas que um diário, estranhamente únicas, hilárias e devastadoras – são apenas através delas que Charlie compartilha todo o seu mundinho com o leitor. Enveredando pelo universo dos primeiros encontros, dramas familiares, novos amigos, sexo, drogas e daquela música perfeita que nos faz sentir infinito, o roteirista Stephen Chbosky lança luz sobre o amadurecimento no ambiente da escola, um local por vezes opressor e sinônimo de ameaça. Uma leitura que deixa visível os problemas e crises próprios da juventude.”