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Como eu era antes de você – Jojo Moyes

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Não sei vocês, mas eu virei uma Jojo lover! Já havia lido um outro livro da escritora (inclusive fiz resenha dele aqui no blog) e já tinha gostado muito da história e da maneira que era escrito. Mas depois de ler Como eu era antes de você, fiquei a-p-a-i-x-o-n-a-d-a!
É incrível o poder que algumas pessoas tem de colocar em poucas páginas, uma história tão cativante e que alegra o coração.

Louisa Clark é uma mulher de 26 anos, que mora com os pais, a irmã e o sobrinho pequeno. Tem um namorado há anos e mora numa cidade pequena da Inglaterra. Lou leva uma vida nada extraordinária e totalmente pacata. Tudo começa a mudar quando o seu atual emprego numa cafeteria da cidade fecha as portas e ela se vê obrigada a procurar alguma outra ocupação, uma vez que é dela que vem grande parte do sustento de sua casa. Lou vai até uma agência de emprego, tenta alguns empregos “diferentes“, mas não se encaixa em nenhum. Até que lhe é oferecido um emprego de cuidadora, de um rapaz tetraplégico chamado Will.
E é a partir desse emprego, que sua vida muda totalmente.

A personagem de Lou é uma pessoa excêntrica. Gostos peculiares, e uma pessoa nada dentro do “padrão“. Não se veste da mesma forma que outras pessoas e não parece ligar para a opinião de ninguém, além da sua.
A grande jogada desse livro, é não é ser mais uma história de amor convencional. Aquela historia de um casal que se conhece, se apaixona, faz sexo, brigam por algumas diferenças, mas acabam se acertando no final, não acontece aqui
Os personagens se apaixonam sim, mas de uma forma totalmente “não sexual“. É aquele tipo de amor que dificilmente vemos hoje em dia. É complicado aceitar o conceito de que uma pessoa “normal” se apaixone por alguém que perdeu totalmente a vontade de viver. Will sofreu um acidente e por essa razão, tornou-se tetraplégico. Nós, leitores, entramos de cabeça com Lou para tentar animar o rapaz a ver mais graça na vida que ainda possui.

A história é linda. Ela fala, sobretudo, no amor. Como eu disse antes, amor na sua forma mais pura. Prepare-se para chorar no final, dar boas risadas durante o livro, se apegar aos dois personagens principais e querer saber mais sobre o universo de pessoas que utilizam cadeira de rodas ou que por alguma circunstância da vida, tiveram que se adaptar a novas maneiras de viver.

Jojo definitivamente sabe como prender o leitor e fazê-lo se perder nas páginas dos seus livros. Uma história que vale a pena ser lida. Várias e várias vezes.

Leia e apaixone-se também 😉

Ficha técnica

Nome: Como eu era antes de você
Autora: Jojo Moyes
Ano: 2013
Editora: Intrínseca
Número de páginas:
320

Sinopse

“Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Trabalha como garçonete num café, um emprego que não paga muito, mas ajuda nas despesas, e namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe.
Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Tudo parece pequeno e sem graça para ele, que sabe exatamente como dar um fim a esse sentimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro.”

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A garota que você deixou para trás – Jojo Moyes

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Quando peguei esse livro para ler, não desgrudei mais dele até acabar. Terminei ele ontem, e quando me dei conta eram 3 da manhã e eu precisava levantar às 6h. Resultado: não fui pra aula! (haha Espero que nenhum dos meus professores esteja lendo isso)

A garota que você deixou para trás me convenceu pelo simples fato de que eu havia pensando em escrever uma história bem parecida, que mescla duas histórias em anos bem diferentes mas que possuem um objeto ou alguma coisa em comum. E isso por si só acabou chamando minha atenção na hora de comprar.

A história começa a partir de Sophie Lefrève, num vilarejo no norte da França durante a 1° Guerra Mundial. Essa parte de Sophie é narrada em primeira pessoa, então só temos o seu ponto de visto das coisas. Mesmo ela sendo uma grande influência na sua cidade, só sabemos dos acontecimentos conforme Sophie descobre eles.
A narrativa de Sophie é lindíssima. Sentimos todas as dores que ela sente, o amor pelo marido pintor que está lutando na Guerra e toda a sua força para manter a família unida. Tudo fica dramático, quando o Kommandant alemão diz para Sophie e sua família (composta por sua irmã, seu irmão e suas sobrinhas crianças) que ele quer que o La Coq Rouge (restaurante/hotel da família Lefrève) faça a comida dos alemães. Além deles serem o inimigo, de maltratarem os habitantes do pequeno vilarejo, Sophie ainda é obrigada a servir comida de boa qualidade à eles, quando todos passam fome e estão a beira da inanição. É bem triste, e passa uma sensação bem real de como funcionavam as coisas para as pessoas comuns durante a Guerra, principalmente para as mulheres e em todos os sacrifícios pelos quais elas passavam. Édouard, o marido de Sophie, era pintor, e por isso, alguns anos antes em Paris havia feito um quadro dela. Quadro esse que estava na parede do La Cog Rouge, pois lembrava a Sophie a vida antes da Guerra, seu marido e a dava esperanças no futuro de que tudo acabaria bem, mesmo sabendo que a qualquer momento ele poderia ser tirado a força pelos alemães.
O quadro, como descobrimos mais tarde na história, se chama “A garota que você deixou para trás” e ele é extremamente admirado pelo Kommandant alemão, que fica fissurado pela garota da pintura. Admiração essa que trará problemas para Sophie.

Somos tirados da história de Sophie (numa parte bem crítica da história) para então sermos introduzidos em 2006, em Londres, para a vida de Liv. Liv é uma socialité viúva, que ainda não superou a morte do marido David e por isso não consegue seguir em frente com sua vida.
O começo da história de Liv não empolga muito, pois a vida dela é monótona demais. Quando Mo, a garçonete que ajuda Liv a se safar de um cara chato em um bar, entra na história, é que as coisas começam a tomar um rumo diferente. A gente até esquece que existiu uma Sophie antes de tudo isso e se foca completamente na história de Liv. Descobrimos como foi que David morreu, como era sua vida antes disso, mas acabamos nos apaixonando junto com Liv por Paul, um ex-policial, divorciado e com um filho, que trabalha numa empresa de recuperação de obras de arte perdidas ou roubadas durante as grandes guerras mundiais.

Tudo vai muito bem, obrigado, quando Paul vai a casa de Liv e vê o quadro na parede, quadro esse que ele acabara de ser contratado para recuperar. E é aí que a história dos dois desanda, pois “A garota que você deixou para trás” é muito especial para Liv, assim como era para Sophie, e ela começa aí a jornada para provar que o quadro dado pelo seu marido, é dela e de mais ninguém, independente de alguma família distante do artista tentar reinvidicá-l0. Essa parte da história é narrada diferente, pois temos acesso aos pensamentos e acontecimentos de Liv e de Paul, alternando entre os dois lados da história. Nas descobertas de Liv, na tentativa de ficar com o quadro, somos introduzidos a novos aspectos da vida de Sophie, descobertas surpreendentes feitas através de cartas e diários antigos da época. E é aí que ficamos obcecados pela história e não conseguimos largar até terminá-la.

O grande legal da história é que a sensação é de estar vivendo na França durante a 1° Guerra Mundial, assim como a sensação de estar sendo linchada publicamente na vida de Liv. Vejo ainda que, apesar do quadro ser o objeto em comum nas duas histórias, o fato das duas mulheres estarem enfrentando ‘inimigos’ em comum, como a opinião pública, mas de cabeça erguida, mostra a força que as mulheres precisavam e precisam ter todos os dias das suas vidas. Ser mulher não é fácil. Não era em 1917 e não era em 2009.

epílogo do livro é super gratificante e a história termina com gostinho de quero mais. Não sei se a intenção da escritora é continuar a história de alguma forma, ou se o final era só para deixar na imaginação de quem lê, e assim cada um decidir o que virá a seguir.
A história é apaixonante, de verdade. As páginas fluem fácil, principalmente nas partes de Sophie. A verdade é que Sophie me prendeu muito mais do que Liv. A maneira que ela enxerga a vida e luta por ela, apesar de toda a miséria e sofrimento, é inspiradora.

Gostei da escritora, é o primeiro livro que leio dela. Achei a escrita fácil e gostosa de ler. Pretendo em breve ler outras obras dela.

Sinopse

“Durante a Primeira Guerra Mundial, o jovem pintor francês Édouard Lefèvre é obrigado a se separar de sua esposa, Sophie, para lutar no front. Vivendo com os irmãos e os sobrinhos em sua pequena cidade natal, agora ocupada pelos soldados alemães, Sophie apega-se às lembranças do marido admirando um retrato seu pintado por Édouard. Quando o quadro chama a atenção do novo comandante alemão, Sophie arrisca tudo — a família, a reputação e a vida — na esperança de rever Édouard, agora prisioneiro de guerra. Quase um século depois, na Londres dos anos 2000, a jovem viúva Liv Halston mora sozinha numa moderna casa com paredes de vidro. Ocupando lugar de destaque, um retrato de uma bela jovem, presente do seu marido pouco antes de sua morte prematura, a mantém ligada ao passado. Quando Liv finalmente parece disposta a voltar à vida, um encontro inesperado vai revelar o verdadeiro valor daquela pintura e sua tumultuada trajetória. Ao mergulhar na história da garota do quadro, Liv vê, mais uma vez, sua própria vida virar de cabeça para baixo. Tecido com habilidade, A garota que você deixou para trás alterna momentos tristes e alegres, sem descuidar dos meandros das grandes histórias de amor e da delicadeza dos finais felizes.”

Editora: Intrínseca
Gênero: Romance/Drama
Ano: 2014
Páginas:
384