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Outlander – A Libélula no âmbar por Diana Gabaldon

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Demorei, mas voltei! Prometo que a resenha vai ser boa, afinal eu não li esse livro uma, mas duas vezes antes de escrever sobre ele.

Começando pelo novo layout que a Editora Saída de Emergência BR deu para o livro. A-D-O-R-E-I! Confesso que quando vi o Jaime na capa, achei que o livro seria todo sob a perspectiva dele e eu… ERREI! haha Mas isso não diminui nem um pouco a grandiosidade da história.

Depois do final de Outlander – Uma viajante do tempo (leia a resenha aqui), ficamos com aquele gostinho de quero mais com o final do livro. Ele foi feito obviamente com a intenção de uma continuação, e imaginem minha surpresa quando estou louca para saber o que Jaime e Claire fizeram depois e quando abro o livro, me deparo com os seguintes dizeres: PARTE I Através de um espelho, às escuras. Inverness 1968.
PARA TUDO! 1968???? Como assim?! Eu deixei eles em 1745! Tem alguma coisa errada!
Imagino que tenha sido o pensamento de todo da série que abre o segundo livro e se depara com tal data. Sem mais spoilers sobre o início, confesso (de novo) que fiquei um pouquinho decepcionada. Quem se importa com novos personagens?! Mas sendo Diana Gabaldon uma rainha na arte de escrever, não nos chateia nem um pouco com as novas revelações. Não consigo me decidir se gostei mais do primeiro ou do segundo livro. Seguindo a mesma origem do primeiro, vocês não ficarão nem um pouco decepcionados com os fatos históricos presentes. A escritora fez igual (ou melhor) trabalho em inserir fatos reais da nossa história no livro. Fica mais fascinante ainda. É como se os personagens realmente tivessem existido.

Pulando o choque original, somos introduzidos a novos personagens que vão nos fazendo odiá-los e amá-los conforme a trama segue. Quem diria que eu pegaria tanto nojo de um famoso príncipe aí, hein?
Mas temos a continuação da história de velhos personagens também, e esses nunca decepcionam. O amor de Claire e Jaime está cada vez maior, assim como a confusão que eles conseguem se meter com o decorrer dos eventos. Basicamente, eles decidem tentar evitar a famosa batalha de Culloden, no qual os escoceses foram massacrados e os clãs dizimados. Mas ao se meter em tal aventura, muita coisa dá errado e eles se veem novamente naquela batalha interior entre tentar salvar a vida de milhares de pessoas ou salvar a pele deles. Não vou contar muitos detalhes da história em si, pois a grande delícia é ir descobrindo como as coisas vão acontecendo.

Diana tem um talento de inserir personagens que parecem pequenos, mas que com o decorrer da história, se tornam enormes e de grande importância. Por isso, fiquem sempre atentos aos personagens que aparecem e aparentam ser insignificantes.
O livro é extenso, e um chumbo de levar para ler em outros lugares que não sua casa. Mas vale cada esforço do bíceps para levantá-lo. Nos apaixonamos ainda mais pelo nosso casal preferido, e nos apaixonamos por um outro futuro casal também…
Claire como narradora dos eventos continua maravilhosa. Eu sentia cada emoção dela. Todo o amor, ódio, raiva, alegria que ela passava, eu sentia na pele também.
O final do livro como sempre, me trouxe muitas lágrimas. Sempre espere por algo grandioso e doloroso para ocorrer nos últimos capítulos. Assim como A viajante do tempo tem os capítulos finais de uma dor imensa, a Libélula no âmbar nos faz soluçar! Chegou num momento que já não conseguia nem ler mais, de tantas lágrimas nos olhos. Mas é a última página e as últimas palavras que te fazem gritar loucamente pelo quarto após encerrada a leitura. Na primeira vez que li, fiquei toda arrepiada e com um sentimento de esperança que eu acho que nunca tinha vivenciado antes! Loucura né?!
E na segunda vez em que li, fiquei arrepiada da mesma forma (mesmo já sabendo o que iria acontecer) e com o mesmo sentimento de esperança, mas talvez um pouquinho mais de conhecimento (uma vez que eu já li a série inteira haha).

Bom, para terminar, meu conselho é: LEIAM! Vale cada centavo, cada esforço, cada noite insone. Virei da série desde o momento em que conheci Claire e Jaime. É um universo maravilhoso e sem dúvidas, te faz esquecer da vida, dos problemas e te incita a querer conhecer mais sobre a Escócia. Recomendadíssimo!

Sinopse

Claire Randall guardou um segredo por vinte anos. Ao voltar para as majestosas Terras Altas da Escócia, envoltas em brumas e mistério, está disposta a revelar à sua filha Brianna a surpreendente história do seu nascimento. É chegada a hora de contar a verdade sobre um antigo círculo de pedras, sobre um amor que transcende as fronteiras do tempo… E sobre o guerreiro escocês que a levou da segurança do século XX para os perigos do século XVIII.
O legado de sangue e desejo que envolve Brianna finalmente vem à tona quando Claire relembra a sua jornada em uma corte parisiense cheia de intrigas e conflitos, correndo contra o tempo para evitar o destino trágico da revolta dos escoceses. Com tudo o que conhece sobre o futuro, será que ela conseguirá salvar a vida de James Fraser e da criança que carrega no ventre?”

Nome: Outlander – A libélula no âmbar. Livro 2
Autor: Diana Gabaldon
Número de páginas: 944
Editora: Saída de Emergência BR
Ano: 2014

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Maze Runner – Prova de Fogo de James Dashner

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Hoje tem dobradinha de resenhas da série Maze Runner! \o/

Eu li Maze Runner – Correr ou morrer, faz algum tempo já. Vocês podem conferir a resenha aqui.
Resumidamente, eu gostei do livro, principalmente do final, deixando aquele gostinho de quero mais. Fiquei muito curiosa para saber como terminaria a história de Thomas e Teresa. Fiquei ainda mais curiosa depois que assisti ao filme no cinema. Adaptação essa que ficou MARAVILHOSA. Podem reclamar de algumas coisas do filme, mas de maneira nenhuma podem dizer que não tem ação. O filme tem pouquíssimas cenas mais calmas ou de diálogos extensos, assim como o livro (assim como todos os livros da série,diga-se de passagem).
E foi exatamente isso que senti em Prova de Fogo. O início do livro é mais calmo, afinal Thomas e os outros Clareanos acabaram de se libertar do labirinto. Até que tudo muda. Quando eles acham que estão na maior segurança e que suas vidas vão voltar ao normal, tudo vai por água abaixo e eles se veem presos novamente a CRUEL.
O teste deles ainda não acabou e na verdade, não se encontra nem na metade. Eles agora descobrem que o labirinto foi feito simultaneamente entre os Clareanos e um outro grupo, que ao invés de terem meninos, tinham meninas. Mas que assim como eles, conseguiram escapar também (o grupo das meninas conseguiu fugir alguns dias antes dos Clareanos – GIRLS POWER \O/ haha).
É dada então, uma nova “missão” aos Clareanos: atravessar o deserto e chegar ao “Refúgio Seguro”. Notem as aspas, mas quando não se tem pra onde fugir, que escolha se tem, não é mesmo?! Obviamente, nada é fácil na jornada deles.
Eles precisam enfrentar diversos perigos e dúvidas pelo caminho, além de terrível FULGOR. Uma espécie de vírus que deixa a pessoa doente e que ataca diretamente o cérebro, transformando-os em zumbis ambulantes que perdem a consciência do certo ou errado e por fim enlouquecem de vez.

A escrita de Dashner é de fácil compreensão. Aqueles vários nomes diferentes que nos foram apresentados em Correr ou Morrer e que eram totalmente estranhos, agora tornam-se naturais, no qual tu nem percebe as diferenças. A história continua sendo narrada do ponto de vista de Thomas, portanto, só descobrimos as coisas quando Thomas descobre e só conseguimos acompanhar o que acontece com o personagem principal. Eu gosto desse tipo de narrativa. A expectativa e ansiedade em relação ao que vai acontecer é mais gostosa.
A história não é monótona, mas acaba cansando um pouco no meio do livro quando as coisas só pioram e seguem o mesmo padrão. Acontece desgraça, tudo é consertado, e eles respiram aliviados por terem saído vivos. Desgraça, conserta, respira. Mas, quando vamos nos aproximando do final, as coisas começam a ficar emocionantes. E eu não vou dar grandes spoilers, mas a personagem da Teresa acaba por se revelar bem… astuta. Eu terminei o livro na dúvida sobre o caráter dela e o livro acaba exatamente com esse sentimento: PUTS, e agora?! Agora compra o próximo e devora ele inteiro para saber haha
Como sempre, o epílogo é muito interessante de ler. Ele traz, assim como em Correr ou Morrer, um adendo da CRUEL. Mas o mais interessante mesmo,é como acaba para Thomas. Eu senti toda a raiva e o sentimento de traição que ele sentiu. Fiquei enlouquecida para saber o final da história toda.

Destaco aqui a tradução e as artes de capa de todos os livros da série feitos pela Editora V&R. As folhas do livro são de material excelente, fonte de tamanho bom, que não força a visão e as páginas e capítulos não são poluídos. Aliás, os capítulos são bem curtinhos, o que é ótimo principalmente quando se está com sono e assim como eu, tem problemas em abandonar o livro na metade de algum capítulo.
Enfim, é uma leitura gostosa, rápida, mas que acaba pecando pela mesmice lá no meio da história. Porém, ela acaba te conquistando de novo no final, deixando aquele gostinho de quero mais que só Dashner sabe fazer!

Sinopse

“O Labirinto foi só o começo… o pior está por vir. Depois de superarem os perigos mortais do Labirinto, Thomas e seus amigos acreditam que estão a salvo em uma nova realidade. Mas a aparente tranquilidade é interrompida quando são acordados no meio da noite por gritos lancinantes de criaturas disformes – os Cranks – que ameaçam devorá-los vivos. Atordoados, os Clareanos descobrem que a salvação aparente na verdade pode ser outra armadilha, ainda pior que a Clareira e o Labirinto. E que as coisas não são o que aparentam. Para sobreviver nesse mundo hostil, eles terão de fazer uma travessia repleta de provas cruéis em um meio ambiente devastado, sem água, comida ou abrigo. Calor causticante durante o dia, rajadas de vento gélido à noite, desolação e um ar irrespirável – no Deserto do novo mundo até mesmo a chuva é a promessa de uma morte agonizante. Eles, porém, não estão sozinhos – cada passo é espreitado por criaturas famintas e violentas, que atacam sem avisar. Manipulação, mentiras e traições cercam o caminho dos Clareanos, mas para Thomas a pior prova será ter de escolher em quem acreditar.”

Autor: James Dashner
Editora: Vergara & Riba
Número de páginas: 400
Ano: 2011

A garota que você deixou para trás – Jojo Moyes

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Quando peguei esse livro para ler, não desgrudei mais dele até acabar. Terminei ele ontem, e quando me dei conta eram 3 da manhã e eu precisava levantar às 6h. Resultado: não fui pra aula! (haha Espero que nenhum dos meus professores esteja lendo isso)

A garota que você deixou para trás me convenceu pelo simples fato de que eu havia pensando em escrever uma história bem parecida, que mescla duas histórias em anos bem diferentes mas que possuem um objeto ou alguma coisa em comum. E isso por si só acabou chamando minha atenção na hora de comprar.

A história começa a partir de Sophie Lefrève, num vilarejo no norte da França durante a 1° Guerra Mundial. Essa parte de Sophie é narrada em primeira pessoa, então só temos o seu ponto de visto das coisas. Mesmo ela sendo uma grande influência na sua cidade, só sabemos dos acontecimentos conforme Sophie descobre eles.
A narrativa de Sophie é lindíssima. Sentimos todas as dores que ela sente, o amor pelo marido pintor que está lutando na Guerra e toda a sua força para manter a família unida. Tudo fica dramático, quando o Kommandant alemão diz para Sophie e sua família (composta por sua irmã, seu irmão e suas sobrinhas crianças) que ele quer que o La Coq Rouge (restaurante/hotel da família Lefrève) faça a comida dos alemães. Além deles serem o inimigo, de maltratarem os habitantes do pequeno vilarejo, Sophie ainda é obrigada a servir comida de boa qualidade à eles, quando todos passam fome e estão a beira da inanição. É bem triste, e passa uma sensação bem real de como funcionavam as coisas para as pessoas comuns durante a Guerra, principalmente para as mulheres e em todos os sacrifícios pelos quais elas passavam. Édouard, o marido de Sophie, era pintor, e por isso, alguns anos antes em Paris havia feito um quadro dela. Quadro esse que estava na parede do La Cog Rouge, pois lembrava a Sophie a vida antes da Guerra, seu marido e a dava esperanças no futuro de que tudo acabaria bem, mesmo sabendo que a qualquer momento ele poderia ser tirado a força pelos alemães.
O quadro, como descobrimos mais tarde na história, se chama “A garota que você deixou para trás” e ele é extremamente admirado pelo Kommandant alemão, que fica fissurado pela garota da pintura. Admiração essa que trará problemas para Sophie.

Somos tirados da história de Sophie (numa parte bem crítica da história) para então sermos introduzidos em 2006, em Londres, para a vida de Liv. Liv é uma socialité viúva, que ainda não superou a morte do marido David e por isso não consegue seguir em frente com sua vida.
O começo da história de Liv não empolga muito, pois a vida dela é monótona demais. Quando Mo, a garçonete que ajuda Liv a se safar de um cara chato em um bar, entra na história, é que as coisas começam a tomar um rumo diferente. A gente até esquece que existiu uma Sophie antes de tudo isso e se foca completamente na história de Liv. Descobrimos como foi que David morreu, como era sua vida antes disso, mas acabamos nos apaixonando junto com Liv por Paul, um ex-policial, divorciado e com um filho, que trabalha numa empresa de recuperação de obras de arte perdidas ou roubadas durante as grandes guerras mundiais.

Tudo vai muito bem, obrigado, quando Paul vai a casa de Liv e vê o quadro na parede, quadro esse que ele acabara de ser contratado para recuperar. E é aí que a história dos dois desanda, pois “A garota que você deixou para trás” é muito especial para Liv, assim como era para Sophie, e ela começa aí a jornada para provar que o quadro dado pelo seu marido, é dela e de mais ninguém, independente de alguma família distante do artista tentar reinvidicá-l0. Essa parte da história é narrada diferente, pois temos acesso aos pensamentos e acontecimentos de Liv e de Paul, alternando entre os dois lados da história. Nas descobertas de Liv, na tentativa de ficar com o quadro, somos introduzidos a novos aspectos da vida de Sophie, descobertas surpreendentes feitas através de cartas e diários antigos da época. E é aí que ficamos obcecados pela história e não conseguimos largar até terminá-la.

O grande legal da história é que a sensação é de estar vivendo na França durante a 1° Guerra Mundial, assim como a sensação de estar sendo linchada publicamente na vida de Liv. Vejo ainda que, apesar do quadro ser o objeto em comum nas duas histórias, o fato das duas mulheres estarem enfrentando ‘inimigos’ em comum, como a opinião pública, mas de cabeça erguida, mostra a força que as mulheres precisavam e precisam ter todos os dias das suas vidas. Ser mulher não é fácil. Não era em 1917 e não era em 2009.

epílogo do livro é super gratificante e a história termina com gostinho de quero mais. Não sei se a intenção da escritora é continuar a história de alguma forma, ou se o final era só para deixar na imaginação de quem lê, e assim cada um decidir o que virá a seguir.
A história é apaixonante, de verdade. As páginas fluem fácil, principalmente nas partes de Sophie. A verdade é que Sophie me prendeu muito mais do que Liv. A maneira que ela enxerga a vida e luta por ela, apesar de toda a miséria e sofrimento, é inspiradora.

Gostei da escritora, é o primeiro livro que leio dela. Achei a escrita fácil e gostosa de ler. Pretendo em breve ler outras obras dela.

Sinopse

“Durante a Primeira Guerra Mundial, o jovem pintor francês Édouard Lefèvre é obrigado a se separar de sua esposa, Sophie, para lutar no front. Vivendo com os irmãos e os sobrinhos em sua pequena cidade natal, agora ocupada pelos soldados alemães, Sophie apega-se às lembranças do marido admirando um retrato seu pintado por Édouard. Quando o quadro chama a atenção do novo comandante alemão, Sophie arrisca tudo — a família, a reputação e a vida — na esperança de rever Édouard, agora prisioneiro de guerra. Quase um século depois, na Londres dos anos 2000, a jovem viúva Liv Halston mora sozinha numa moderna casa com paredes de vidro. Ocupando lugar de destaque, um retrato de uma bela jovem, presente do seu marido pouco antes de sua morte prematura, a mantém ligada ao passado. Quando Liv finalmente parece disposta a voltar à vida, um encontro inesperado vai revelar o verdadeiro valor daquela pintura e sua tumultuada trajetória. Ao mergulhar na história da garota do quadro, Liv vê, mais uma vez, sua própria vida virar de cabeça para baixo. Tecido com habilidade, A garota que você deixou para trás alterna momentos tristes e alegres, sem descuidar dos meandros das grandes histórias de amor e da delicadeza dos finais felizes.”

Editora: Intrínseca
Gênero: Romance/Drama
Ano: 2014
Páginas:
384