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Como eu era antes de você – Jojo Moyes

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Não sei vocês, mas eu virei uma Jojo lover! Já havia lido um outro livro da escritora (inclusive fiz resenha dele aqui no blog) e já tinha gostado muito da história e da maneira que era escrito. Mas depois de ler Como eu era antes de você, fiquei a-p-a-i-x-o-n-a-d-a!
É incrível o poder que algumas pessoas tem de colocar em poucas páginas, uma história tão cativante e que alegra o coração.

Louisa Clark é uma mulher de 26 anos, que mora com os pais, a irmã e o sobrinho pequeno. Tem um namorado há anos e mora numa cidade pequena da Inglaterra. Lou leva uma vida nada extraordinária e totalmente pacata. Tudo começa a mudar quando o seu atual emprego numa cafeteria da cidade fecha as portas e ela se vê obrigada a procurar alguma outra ocupação, uma vez que é dela que vem grande parte do sustento de sua casa. Lou vai até uma agência de emprego, tenta alguns empregos “diferentes“, mas não se encaixa em nenhum. Até que lhe é oferecido um emprego de cuidadora, de um rapaz tetraplégico chamado Will.
E é a partir desse emprego, que sua vida muda totalmente.

A personagem de Lou é uma pessoa excêntrica. Gostos peculiares, e uma pessoa nada dentro do “padrão“. Não se veste da mesma forma que outras pessoas e não parece ligar para a opinião de ninguém, além da sua.
A grande jogada desse livro, é não é ser mais uma história de amor convencional. Aquela historia de um casal que se conhece, se apaixona, faz sexo, brigam por algumas diferenças, mas acabam se acertando no final, não acontece aqui
Os personagens se apaixonam sim, mas de uma forma totalmente “não sexual“. É aquele tipo de amor que dificilmente vemos hoje em dia. É complicado aceitar o conceito de que uma pessoa “normal” se apaixone por alguém que perdeu totalmente a vontade de viver. Will sofreu um acidente e por essa razão, tornou-se tetraplégico. Nós, leitores, entramos de cabeça com Lou para tentar animar o rapaz a ver mais graça na vida que ainda possui.

A história é linda. Ela fala, sobretudo, no amor. Como eu disse antes, amor na sua forma mais pura. Prepare-se para chorar no final, dar boas risadas durante o livro, se apegar aos dois personagens principais e querer saber mais sobre o universo de pessoas que utilizam cadeira de rodas ou que por alguma circunstância da vida, tiveram que se adaptar a novas maneiras de viver.

Jojo definitivamente sabe como prender o leitor e fazê-lo se perder nas páginas dos seus livros. Uma história que vale a pena ser lida. Várias e várias vezes.

Leia e apaixone-se também 😉

Ficha técnica

Nome: Como eu era antes de você
Autora: Jojo Moyes
Ano: 2013
Editora: Intrínseca
Número de páginas:
320

Sinopse

“Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Trabalha como garçonete num café, um emprego que não paga muito, mas ajuda nas despesas, e namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe.
Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Tudo parece pequeno e sem graça para ele, que sabe exatamente como dar um fim a esse sentimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro.”

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Grey – E.L. James

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Esse livro não estava na minha lista de resenhas, mas acabou aparecendo na minha vida “sem querer“. Uma amiga minha que adora o tema central do livro, por assim dizer, começou a ler e me indicou a leitura também.
Curiosidade foi o que me levou a ler, já que não havia gostado muito de nenhum da trilogia de “50 tons de cinza“. Eu simplesmente adoro ler a mesma história contada sobre uma perspectiva diferente, e no caso de Grey, preciso dizer que fiquei bem surpreendida.
De uma forma boa.

Ana nunca me “desceu” muito. Sempre achei a personagem bem fraca e um tanto quanto irritante. Sem iniciativa, sem atitude, e uma mulher inexistente. Como leitora, a grande jogada (ao meu ver) para um personagem se tornar cativo do público, é esse personagem refletindo um pouco da realidade,se aproximando das pessoas que nos cercam. Não percebi isso em Ana, o que acabou me irritando muito. Sem contar que não consegui ver um enredo muito bacana. Não enxerguei necessidade de se fazer três livros para essa história. Faltou desenvolvimento, faltou envolvimento. Faltou tudo, em resumo.

E foi com essa descrença, que fui ler Grey. E… acabei me surpreendendo.
Não sei se a autora ouviu as críticas e tentou melhorar, não sei se eu não tinha expectativa alguma de que fosse “razoável”. Só sei que não esperava ter gostado do livro. ahahah

Somos apresentados ao Christian Grey de uma maneira totalmente diferente da forma como vimos ele em 50 tons. Um homem confiante, com bom humor, com um passado complicado e com um hobbie e uma mania um tanto quanto peculiar. Grey pensa em sexo em todos os momentos, incluindo aqueles mais inusitados.
Em diversos momentos me peguei gargalhando com o livro, achando graça e entendendo o ponto de vista dele, coisa que comigo não aconteceu em 50 tons.

É um livro leve, podemos ter noção do ponto de vista de outros personagens que não conhecíamos bem devido a limitação dos pensamentos de Ana do anterior.
A leitura é gostosa sim, por isso, meu conselho para esse livro é: Não seja preconceituoso. Não ter gostado da trilogia, não significa não gostar de Grey. Não se sinta oprimido por gostar de algo que a grande parte das pessoas classifica como “literatura inferior”. Apenas leia e que isso amplie seus horizontes! #Natyfilosofando

A minha unica decepção, foi quanto ao final. Não gostei, achei um final abrupto e um pouco inesperado. Gostaria que tivesse sido desenvolvido melhor. Enfim, não há muito o que dizer do livro. A história é a mesma, contada de uma outra perspectiva. É um livro leve, daqueles para se passar algumas tardes de preguiça lendo.

Deixe aqui nos comentários sua opinião sobre o livro/trilogia.

Ficha técnica

Nome: Grey: Cinquenta Tons de Cinza pelos Olhos de Christian
Autora: E.L. James
Editora: Intrínseca
Ano: 2015
Número de páginas: 528

Sinopse

“Na voz de Christian, e através de seus pensamentos, reflexões e sonhos, E L James oferece uma nova perspectiva da história de amor que dominou milhares de leitores ao redor do mundo.

Christian Grey controla tudo e todos a seu redor: seu mundo é organizado, disciplinado e terrivelmente vazio – até o dia em que Anastasia Steele surge em seu escritório, uma armadilha de pernas torneadas e longos cabelos castanhos. Christian tenta esquecê-la, mas em vez disso acaba envolvido num turbilhão de emoções que não compreende e às quais não consegue resistir. Diferentemente de qualquer mulher que ele já conheceu, a tímida e quieta Ana parece enxergar através de Christian – além do empresário extremamente bem-sucedido, de estilo de vida sofisticado, até o homem de coração frio e ferido.

Será que, com Ana, Christian conseguirá dissipar os horrores de sua infância que o assombram todas as noites?

Ou seus desejos sexuais obscuros, sua compulsão por controle e a profunda aversão que sente por si mesmo vão afastar a garota e destruir a frágil esperança que ela lhe oferece? “

O chamado do Cuco – Robert Galbraith

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Resolvi dar mais uma chance para os livros da J.K. Rowling (que não fossem Harry Potter, que fique claro).
Eu tentei ler há algum tempo atrás “Morte Súbita” e pela milésima vez, não consegui. Minha amiga disse que se eu conseguisse passar da metade do livro, eu devoraria ele. Pois então, não consegui. E abandonei a leitura.
Mas, por algum motivo, eu acreditava que “O chamado do Cuco” seria diferente. E ainda bem que não me decepcionei.

Simplesmente adoro romance policial. Quando era pequena queria muito ser detetive. Adorava o fato de sair por aí investigando as pessoas. Pessoas são intrigantes por natureza e isso me fascinava.

A história começa com o suposto suicídio de uma famosa modelo. Alguns meses depois, o detetive Cormoran Strike é contratado para investigar a morte misteriosa. Mesmo com a polícia tendo concluído como suicídio, o irmão da modelo não acredita nessa história, apostando em assassinato.

A partir disso, somos inseridos na vida do detetive particular que não é lá essas coisas em termos de paz. Filho de um artista famoso, Cormoran precisa enfrentar diversos problemas, incluindo a decadência do seu serviço como detetive, a separação da atual mulher e não ter um lugar para morar.

Após um certo tempo, nós somos apresentados a vida de Robin, uma mulher que acaba de ficar noiva e que aceita um trabalho temporário de secretária no escritório de Cormoran. Ela se envolve nos casos do detetive e faz seu trabalho muito bem, tão bem que ela vira uma personagem constante com o passar da história.

A narrativa é intercalada entre os pensamentos do detetive, os de Robin e algumas vezes, os do noivo de Robin, que não gosta muito de Cormoran. Portanto, temos uma perspectiva bem abrangente de todos os fatos.
As páginas vão se seguindo, e os mistérios envolvendo o suicídio da modelo vão se resolvendo, no melhor estilo Rowling (detalhes que as vezes passam despercebidos, são a chave para a conclusão da história). Eu como fã de Harry Potter percebi diversos mecanismos que são a marca da escritora, e por diversas vezes me perguntei que se caso eu não soubesse que Robert Galbraith é na verdade J. K. Rowling, não teria achado extremamente parecido o estilo de escrita enquanto estivesse lendo o livro.


Enfim, a história é envolvente sim, mesmo demorando um pouco para “pegar no tranco”. O livro fica mais emocionante e com mais ritmo, da metade para o final, e é praticamente impossível largar depois disso.
Ainda acho que Rowling tem um longo caminho à percorrer para se tornar um ícone do gênero policial, mas definitivamente, ela está no caminho certo.


O chamado do Cuco” é um bom livro para se ler nas férias ou no caminho para o trabalho. Deixa um gostinho de quero mais no final, nos deixando curiosos para ler a continuação da obra.
Deu certo para mim, estou lendo “O Bicho da Seda” e assim que terminar ele, venho aqui contar a minha impressão sobre a história.

Até lá!


Ficha técnica

Nome: O chamado do Cuco
Autor: Robert Galbraith
Número de páginas: 448
Editora: Rocco
Ano: 2013

Sinopse

“Quando uma modelo problemática cai para a morte de uma varanda coberta de neve, presume-se que ela tenha cometido suicídio. No entanto, seu irmão tem suas dúvidas e decide chamar o detetive particular Cormoran Strike para investigar o caso.

Strike é um veterano de guerra, ferido física e psicologicamente, e sua vida está em desordem. O caso lhe garante uma sobrevida financeira, mas tem um custo pessoal: quanto mais ele mergulha no mundo complexo da jovem modelo, mais sombrias ficam as coisas e mais perto do perigo ele chega.

Um emocionante mistério mergulhado na atmosfera de Londres, das abafadas ruas de Mayfair e bares clandestinos do East End para a agitação do Soho. O chamado do Cuco é um livro maravilhoso. Apresentando Cormoran Strike, este é um romance policial clássico na tradição de P.D. James e Ruth Rendell, e marca o início de uma série única de mistérios.”

The Perks of being a Wallflower -Stephen Chbosky

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Antecipo que esse foi um dos livros que eu achei mais profundos de todos que já li, e que me deixaram uma mensagem muito grande: ame acima de tudo, e viva todos os momentos como se eles fossem únicos.
Eu já havia ouvido falar desse livro. Afinal, quando um livro se torna filme, ele acaba virando bem mais popular. Eu assisti ao filme alguns anos atrás e me emocionei muito com ele.
Mas foi em 2016, após ler alguns trechos na internet, que eu decidi por fim ler o livro. Mesmo tendo visto o filme e sabendo da história, os detalhes eu já não lembrava mais.

Comprei o livro em inglês, no formato de ebook para ler no Kindle. Inglês porque eu queria treinar mais a língua e ebook porque é simplesmente mais fácil de levar aos lugares e eu não tenho mais espaço físico em casa para colocar meus livros.
O livro é curtinho, são apenas 224 páginas. Mas é intenso. Muito intenso.
O formato em que ele é escrito é um pouco confuso no início, mas logo nos acostumamos com Charlie, o personagem principal, escrevendo cartas para alguém e simplesmente contando detalhes dos seus dias, das suas rotinas. Mas principalmente, dividindo seus pensamentos e opiniões, que são um tanto quanto peculiares.
Charlie é um garoto de 15 anos que possui alguns problemas. Problemas estes que só entendemos de fato no final do livro.
Essa história não traz nada de excepcional. Não me entendam mal. Quero dizer que a história é baseada em fatos que acontecem todos os dias nas vidas das pessoas. E é exatamente isso que faz o livro ser tão incrível. Alguns detalhes do nosso cotidiano já se tornaram tão normais que simplesmente não paramos para pensar sobre eles e acabamos não dando o valor necessário.
Charlie acabou me fazendo enxergar coisas que eu não tinha parado para pensar ainda. Como o valor de um abraço de alguém próximo. Ou alguém te dizer o quanto tu é especial. São coisas simples e que não acontecem com frequência (infelizmente).

Charlie é um adolescente sozinho, e que logo começa uma amizade com Sam e Patrick. Eles logo viram amigos inseparáveis e inserem Charlie numa vida bem diferente da qual ele estava acostumado. Charlie começa a dar valor a amizade e descobre seu primeiro amor. Dá seu primeiro beijo, e descobre todos os dramas pelos quais adolescentes passam.
Eu realmente não quero falar muito sobre a história, porque é exatamente ela que é o ouro do livro. E com ele sendo tão curtinho, acredito que falar muito dele irá trazer spoilers e tirar a magia dessa leitura.
A pureza dos personagens e a pureza dos sentimentos te faz sem dúvidas, se sentir infinito.

E no fim, eu desejei com todas as minhas forças estar saindo daquele túnel em direção as luzes da cidade com o mesmo sentimento de Charlie: de liberdade, de pertencer a algum lugar no mundo.

Com amor,

Naty.

 

Ficha técnica

Nome: The Perks of being a Wallflower
Autor: Stephen Chbosky
Número de páginas: 224
Editora: MTV Books
Ano: 2012

Sinopse

Cartas mais íntimas que um diário, estranhamente únicas, hilárias e devastadoras – são apenas através delas que Charlie compartilha todo o seu mundinho com o leitor. Enveredando pelo universo dos primeiros encontros, dramas familiares, novos amigos, sexo, drogas e daquela música perfeita que nos faz sentir infinito, o roteirista Stephen Chbosky lança luz sobre o amadurecimento no ambiente da escola, um local por vezes opressor e sinônimo de ameaça. Uma leitura que deixa visível os problemas e crises próprios da juventude.”

Outlander – A Libélula no âmbar por Diana Gabaldon

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Demorei, mas voltei! Prometo que a resenha vai ser boa, afinal eu não li esse livro uma, mas duas vezes antes de escrever sobre ele.

Começando pelo novo layout que a Editora Saída de Emergência BR deu para o livro. A-D-O-R-E-I! Confesso que quando vi o Jaime na capa, achei que o livro seria todo sob a perspectiva dele e eu… ERREI! haha Mas isso não diminui nem um pouco a grandiosidade da história.

Depois do final de Outlander – Uma viajante do tempo (leia a resenha aqui), ficamos com aquele gostinho de quero mais com o final do livro. Ele foi feito obviamente com a intenção de uma continuação, e imaginem minha surpresa quando estou louca para saber o que Jaime e Claire fizeram depois e quando abro o livro, me deparo com os seguintes dizeres: PARTE I Através de um espelho, às escuras. Inverness 1968.
PARA TUDO! 1968???? Como assim?! Eu deixei eles em 1745! Tem alguma coisa errada!
Imagino que tenha sido o pensamento de todo da série que abre o segundo livro e se depara com tal data. Sem mais spoilers sobre o início, confesso (de novo) que fiquei um pouquinho decepcionada. Quem se importa com novos personagens?! Mas sendo Diana Gabaldon uma rainha na arte de escrever, não nos chateia nem um pouco com as novas revelações. Não consigo me decidir se gostei mais do primeiro ou do segundo livro. Seguindo a mesma origem do primeiro, vocês não ficarão nem um pouco decepcionados com os fatos históricos presentes. A escritora fez igual (ou melhor) trabalho em inserir fatos reais da nossa história no livro. Fica mais fascinante ainda. É como se os personagens realmente tivessem existido.

Pulando o choque original, somos introduzidos a novos personagens que vão nos fazendo odiá-los e amá-los conforme a trama segue. Quem diria que eu pegaria tanto nojo de um famoso príncipe aí, hein?
Mas temos a continuação da história de velhos personagens também, e esses nunca decepcionam. O amor de Claire e Jaime está cada vez maior, assim como a confusão que eles conseguem se meter com o decorrer dos eventos. Basicamente, eles decidem tentar evitar a famosa batalha de Culloden, no qual os escoceses foram massacrados e os clãs dizimados. Mas ao se meter em tal aventura, muita coisa dá errado e eles se veem novamente naquela batalha interior entre tentar salvar a vida de milhares de pessoas ou salvar a pele deles. Não vou contar muitos detalhes da história em si, pois a grande delícia é ir descobrindo como as coisas vão acontecendo.

Diana tem um talento de inserir personagens que parecem pequenos, mas que com o decorrer da história, se tornam enormes e de grande importância. Por isso, fiquem sempre atentos aos personagens que aparecem e aparentam ser insignificantes.
O livro é extenso, e um chumbo de levar para ler em outros lugares que não sua casa. Mas vale cada esforço do bíceps para levantá-lo. Nos apaixonamos ainda mais pelo nosso casal preferido, e nos apaixonamos por um outro futuro casal também…
Claire como narradora dos eventos continua maravilhosa. Eu sentia cada emoção dela. Todo o amor, ódio, raiva, alegria que ela passava, eu sentia na pele também.
O final do livro como sempre, me trouxe muitas lágrimas. Sempre espere por algo grandioso e doloroso para ocorrer nos últimos capítulos. Assim como A viajante do tempo tem os capítulos finais de uma dor imensa, a Libélula no âmbar nos faz soluçar! Chegou num momento que já não conseguia nem ler mais, de tantas lágrimas nos olhos. Mas é a última página e as últimas palavras que te fazem gritar loucamente pelo quarto após encerrada a leitura. Na primeira vez que li, fiquei toda arrepiada e com um sentimento de esperança que eu acho que nunca tinha vivenciado antes! Loucura né?!
E na segunda vez em que li, fiquei arrepiada da mesma forma (mesmo já sabendo o que iria acontecer) e com o mesmo sentimento de esperança, mas talvez um pouquinho mais de conhecimento (uma vez que eu já li a série inteira haha).

Bom, para terminar, meu conselho é: LEIAM! Vale cada centavo, cada esforço, cada noite insone. Virei da série desde o momento em que conheci Claire e Jaime. É um universo maravilhoso e sem dúvidas, te faz esquecer da vida, dos problemas e te incita a querer conhecer mais sobre a Escócia. Recomendadíssimo!

Sinopse

Claire Randall guardou um segredo por vinte anos. Ao voltar para as majestosas Terras Altas da Escócia, envoltas em brumas e mistério, está disposta a revelar à sua filha Brianna a surpreendente história do seu nascimento. É chegada a hora de contar a verdade sobre um antigo círculo de pedras, sobre um amor que transcende as fronteiras do tempo… E sobre o guerreiro escocês que a levou da segurança do século XX para os perigos do século XVIII.
O legado de sangue e desejo que envolve Brianna finalmente vem à tona quando Claire relembra a sua jornada em uma corte parisiense cheia de intrigas e conflitos, correndo contra o tempo para evitar o destino trágico da revolta dos escoceses. Com tudo o que conhece sobre o futuro, será que ela conseguirá salvar a vida de James Fraser e da criança que carrega no ventre?”

Nome: Outlander – A libélula no âmbar. Livro 2
Autor: Diana Gabaldon
Número de páginas: 944
Editora: Saída de Emergência BR
Ano: 2014

Outlander – A viajante do tempo

Outlander_Capa WEBFazia tempo que eu não ficava tão empolgada com um livro. E meus queridos, depois de ler Outlander, fiquei obsessiva em descobrir tudo a respeito do universo do livro. Mas antes de contar essa parte, vou contar sobre como descobri essa maravilha de livro.

Fui na livraria semana passada, desesperada por um livro novo para iniciar 2015. Tinha alguns títulos na cabeça, mas acabei indo procurar pelas estantes mesmo. Achei dois. “Outlander” e “O chamado do Cuco”. Fiquei em dúvida entre levar para casa uma autora que eu conheço muito bem e outra que nunca tinha ouvido falar. Como acabei me decepcionando um pouco com “Morte Súbita”, decidi dar uma chance para a viajante do tempo (isso e com a ajudinha do namorado que disse que eu ficaria entretida mais de uma semana com um livro maior e não só algumas horas. Fato esse que não se confirmou haha). Comprei o livro no sábado, mas só fui começar a ler no domingo depois do almoço. E bom, eu só consegui largar o livro quando eu terminei a última página. E isso foi na terça pela manhã haha (sou obsessiva quando gosto da história).

A história se passa em 1945, quando Claire e seu marido Frank resolvem ir até a Escócia passar por uma segunda lua de mel. Claire é atraída até as pedras mágicas daquele lugar, e quando as toca é transportada 200 anos no tempo. Detalhe, são 200 anos no passado, sendo assim, ela chega a 1743, numa Escócia marcada por disputas de clãs, guerras, violência e muito descaso dos homens em relação as mulheres, sendo um lugar extremamente perigoso para uma mulher ficar sozinha. Ela acaba se vendo apaixonada por um escocês, chamado Jamie e isso leva toda a história a tomar seu rumo. Muito se engana quem pensa que se trata apenas de um romance bobo. A autora fez muito bem sua pesquisa histórica e encontramos diversos elementos reais no livro. Uso do gaélico, vestimentas, modo de falar, canções e comida típica. Tu realmente se sente dentro daquele ambiente com Claire. E como ela, acaba se apaixonando por Jamie também. Os personagens são complexos, nada superficiais, sendo todos eles parte de alguma trama que acabamos descobrindo somente mais tarde na história. É um livro muito envolvente, como se as 800 páginas não fossem nada. Além do mais, nem todos os enigmas são jogados na nossa cara. A leitura precisa ser feita com um pouco de cuidado, para que realmente se possa entender o que está acontecendo. Portanto, não é uma leitura para preguiçosos que gostam que todos os mistérios sejam mastigados e jogados na cara. É preciso concentração e esforço para entender alguns.

Após terminar a leitura, descobri que no Brasil existe somente um segundo livro traduzido. A continuação se chama “Outlander – a libélula no âmbar“. Fui correndo na livraria para comprar, mas quase cai para trás quando me deparei com o preço. Resolvi caçar na internet, e acabei encontrando uma promoção no site da Saraiva. Vou colocar o link no final do post, caso alguém queira comprá-lo.
Pesquisando um pouco mais, descobri que são 8 livros da série Outlander, disponíveis em inglês. E ainda nessa pesquisa, descobri a série baseada nos livros. Para resumir minha experiência, consumi os 8 episódios disponíveis em um dia. A série é tão fiel ao livro quanto pode ser. E muito melhor do que minha imaginação poderia pedir (leia-se o ator que representa Jamie e seu sexylindomaravilhoso sotaque escocês). Caso não estejam convencidos a ler o livro, que vejam a série e se encantem com a Sassenach e sua aventura tentando voltar para casa. Os próximos episódios serão liberados a partir de abril (e mesmo sabendo o que vai acontecer, fiquei maravilhada e ansiosa para ver como será a adaptação do resto do livro).

Adquiri meu exemplar do segundo livro e mal posso esperar para colocar as mãos nele e novamente mergulhar no maravilhoso mundo de Claire. Conto pra vocês daqui uns dias 😉

Sinopse

“Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros.

Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro escocês, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente?”

Nome: Outlander – A viajante do tempo
Autora: Diana Gabaldon
Número de páginas: 799
Editora: Saída de Emergência
Ano: 2014

Link para comprar o Outlander – a libélula no âmbar aqui.

Maze Runner – A cura Mortal de James Dashner

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Finalmente voltei! Minha faculdade chegou ao final do 8° semestre, o último semestre de provas! Inacreditável haha Agora é só mais um aninho de estágios e no final do ano  (2015) eu me formo! Óbvio que tenho que passar pelo TCC ainda, mas né. Vamos por partes!

Terminado o momento desabafo, vou falar desse livro que mal conheço, mas já considero PakAs. A cura Mortal é o último livro da trilogia de Maze Runner. Vocês podem ler as outras resenhas, aqui, aqui e aqui. Lembrando da confusão que fiz com a sequência dos livros, e que acabei lendo um “spin-off” da série antes de ler o último.

Bom, a Cura Mortal  continua no mesmo ritmo dos outros livros escriue diz respeito as cenas de ação que não tiram férias. O ritmo é acelerado, muitas brigas acontecem o tempo todo, porém, fiquei desapontada com o final que a série levou. Sério. Acho que estava indo num ritmo tão gostoso de acompanhar, que não gostei do final. Talvez Dashner criou tantos empecilhos para a achar a cura, que o final precisou de umtos por Dashner, no qa solução que abordasse todos os furos e mistérios que até então não tinham sido resolvidos. Foi um final “méeh”. E o motivo pelo qual eu disse que considero PaKaS, é devido ao autor ter mantido o mesmo ritmo dos demais, e que isso pelo menos ficou como uma grande marca da escrita de Dashner (me levando a querer ler futuros livros dele), além de que fechou uma série boa de acompanhar. Além de não ter gostado do final, um outro motivo de ter ficado desapontada, é que a impressão que eu fiquei foi de que a CRUEL era algo pequeno, e que havia algo maior por trás da organização. Como se eles se mostrassem aos Clareanos como sendo os chefões do lugar, quando na verdade não eram. ACHEI que era isso, mas me enganei. Não vou dar maiores spoilers, mas achei que ficou muito enrolado na CRUEL como sendo o vilão da história, criou um baita mistério em torno de um personagem que é citado algumas vezes durante a história, e esse personagem só se apresenta de fato no final do livro, quando faltam poucas páginas pra tudo acabar. Ficou mal explorado, ao meu ver.

E, listando um último motivo pelo qual eu não gostei muito, foi a morte de uma personagem. Acho que ela foi desmoralizada nos outros livros (acredito que escrevi isso em outras resenhas) e no final a maneira mais simples de acabar com a história dela, foi matando-a. Não gostei! Apaga e escreve de novo, Dashner! Essa resenha foi rápida, porque infelizmente fiquei decepcionada com o rumo que a trilogia chegou. Esperava um pouquinho mais. No geral, ótima trilogia, com bons personagens, bom enredo e muita, muitaaaa ação. Quero saber a opinião de vocês sobre esse livro! Comentem! Até a próxima!

Sinopse

“Por trás de uma possibilidade de cura para o Fulgor, Thomas irá descobrir um plano maior, elaborado pelo Cruel, que poderá trazer consequências desastrosas para a humanidade. Ele decide, então, entregar-se ao Experimento final. A organização garante que não há mais nada para esconder. Mas será possível acreditar no Cruel? Talvez a verdade seja ainda mais terrível, uma solução mortal, sem retorno.”

Nome: Maze Runner – A Cura Mortal
Autor: James Dashner
Número de páginas: 364
Editora: V&G
Ano: 2012

Maze Runner – Ordem de Extermínio de James Dashner

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Bom, antes de começar a falar sobre o livro em si, preciso comentar o erro que eu cometi.
Eu comprei Prova de fogo e Ordem de extermínio juntos, achando que eles eram sequência um do outro. Porém, quase finalizando Ordem de Extermínio eu descobri que ele não era de maneira nenhuma a sequência de Prova de Fogo, e sim um livro a parte contando como a epidemia do Fulgor ocorreu pela primeira vez. Hahaha
E preciso contar sobre a minha decepção né! Eu estava enlouquecida querendo saber o que havia acontecido com Thomas e topo com a história de Mark. Hahaha

Enfim… o livro começa com um prólogo de Teresa, narrando logo que ela se despede de Thomas, antes dele ser colocado no “elevador” que dá acesso à Clareira. É bem interessante, pois ficamos sabendo de alguns truques usado pela CRUEL.
Após isso, temos um “13 anos antes”, e é aí que se inicia a história de Mark, Alec e todos os outros companheiros que sobreviveram a explosão e radiação solar inicial e que após um ano dos acontecimentos e horrores enfrentados por eles, são surpreendidos por um novo e terrível acontecimento: o aparecimento do FULGOR.
É muito interessante, pois acabamos conhecendo como o vírus se desenvolveu, porque ele se desenvolveu e quem fez ele se desenvolver. Algumas perdas aqui e ali ocorrem no grupo principal, quando uma nova personagem entra na história: Didi (não sei se esse é o nome original, mas achei péssimo! Tantos nomes para escolher e o autor acabou nesse…), uma garotinha de 4 anos que milagrosamente não foi afetada pela doença.

Eles passam por muitas dificuldades, e assim como nos outros livros da série, é lotado de ação. Sério, não tem como alguém reclamar disso. Os personagens não conseguem ter um minuto de paz. Se tu realmente se envolve na história, teu coração palpita junto com os acontecimentos.
Assim como nos outros livros, que eram narrados por Thomas, esse é totalmente narrado por Mark –  um cara de mértila no início, mas que prova ser uma pessoa guerreira com o passar das páginas.
No mesmo estilo dos outros, Dashner tem uma escrita bem característica, marcada por frases e pensamentos típicos dele.

Depois que meu choque inicial (de achar que eu estava lendo a sequência) passou, eu realmente fiquei envolvida nos acontecimentos daquele mundo de Maze Runner 13 anos antes. Uma leitura muito agradável, e que quando me dei por conta, faltavam poucas páginas para o final.
Preciso compartilhar aqui que achei que Didi fosse a Teresa alguns anos mais nova, devido ao prólogo do livro (que depois de tudo fazer sentido na história, aquele prólogo acabou ficando sem sentido, ao meu ver), quando na verdade ela se torna alguém muito mais interessante…
E é por isso que o final é tão surpreendente. Ele bagunçou minhas certezas e me deixou com o coração palpitando por conta do final triste, de certa forma.

Um livro muito bom, que deve fazer muito mais sentido, quando se lê a sequência correta da série Maze runner hahahahaha mas que de forma nenhuma desaponta. Recomendo muito a leitura daqueles que gostaram das aventuras de Thomas e desse mundo caótico criado por James.

P.S. Estou lendo A cura mortal e assim que descobrir o que acontece com Thomas, venho aqui no blog contar para vocês! 😉

Até lá!

Sinopse

“Antes de o cruel existir, antes que houvesse o Labirinto e muito antes que Thomas ingressasse na Clareira, as chamas solares assolaram a Terra e destruíram o mundo que a humanidade considerava salvo… Mark e Trina estavam lá quando tudo aconteceu, e sobreviveram. Mas sobreviver às chamas foi fácil se comparado ao que viria depois. Agora, um vírus que toma conta da mente com violência e dor se espalha por todo lugar e existe algo muito suspeito sobre sua origem. Pior ainda; ele está em mutação e as evidências sugerem que a humanidade se ajoelhará diante do caos, prevendo uma morte inevitável e assustadora. Mark e Trina estão convencidos de que existe uma maneira de salvar os poucos que restaram. E estão certos de que podem encontrá-los. Porque neste novo e devastado mundo, cada vida tem um preço. A sua também. E para alguns, você vale muito mais morto do que vivo. Ordem de Extermínio é a origem da trilogia Maze Runner, best-seller do New York Times, sucesso internacional em vários idiomas. Aqui encontraremos a história da destruição do mundo e da civilização, e de como o Fulgor fez com que alguns planejassem soluções drásticas e cruéis para a sobrevivência dos seres humanos… e do planeta à beira do caos e da extinção.”

Autor: James Dashner
Editora: V&R
Número de páginas: 379
Ano: 2013

Maze Runner – Prova de Fogo de James Dashner

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Hoje tem dobradinha de resenhas da série Maze Runner! \o/

Eu li Maze Runner – Correr ou morrer, faz algum tempo já. Vocês podem conferir a resenha aqui.
Resumidamente, eu gostei do livro, principalmente do final, deixando aquele gostinho de quero mais. Fiquei muito curiosa para saber como terminaria a história de Thomas e Teresa. Fiquei ainda mais curiosa depois que assisti ao filme no cinema. Adaptação essa que ficou MARAVILHOSA. Podem reclamar de algumas coisas do filme, mas de maneira nenhuma podem dizer que não tem ação. O filme tem pouquíssimas cenas mais calmas ou de diálogos extensos, assim como o livro (assim como todos os livros da série,diga-se de passagem).
E foi exatamente isso que senti em Prova de Fogo. O início do livro é mais calmo, afinal Thomas e os outros Clareanos acabaram de se libertar do labirinto. Até que tudo muda. Quando eles acham que estão na maior segurança e que suas vidas vão voltar ao normal, tudo vai por água abaixo e eles se veem presos novamente a CRUEL.
O teste deles ainda não acabou e na verdade, não se encontra nem na metade. Eles agora descobrem que o labirinto foi feito simultaneamente entre os Clareanos e um outro grupo, que ao invés de terem meninos, tinham meninas. Mas que assim como eles, conseguiram escapar também (o grupo das meninas conseguiu fugir alguns dias antes dos Clareanos – GIRLS POWER \O/ haha).
É dada então, uma nova “missão” aos Clareanos: atravessar o deserto e chegar ao “Refúgio Seguro”. Notem as aspas, mas quando não se tem pra onde fugir, que escolha se tem, não é mesmo?! Obviamente, nada é fácil na jornada deles.
Eles precisam enfrentar diversos perigos e dúvidas pelo caminho, além de terrível FULGOR. Uma espécie de vírus que deixa a pessoa doente e que ataca diretamente o cérebro, transformando-os em zumbis ambulantes que perdem a consciência do certo ou errado e por fim enlouquecem de vez.

A escrita de Dashner é de fácil compreensão. Aqueles vários nomes diferentes que nos foram apresentados em Correr ou Morrer e que eram totalmente estranhos, agora tornam-se naturais, no qual tu nem percebe as diferenças. A história continua sendo narrada do ponto de vista de Thomas, portanto, só descobrimos as coisas quando Thomas descobre e só conseguimos acompanhar o que acontece com o personagem principal. Eu gosto desse tipo de narrativa. A expectativa e ansiedade em relação ao que vai acontecer é mais gostosa.
A história não é monótona, mas acaba cansando um pouco no meio do livro quando as coisas só pioram e seguem o mesmo padrão. Acontece desgraça, tudo é consertado, e eles respiram aliviados por terem saído vivos. Desgraça, conserta, respira. Mas, quando vamos nos aproximando do final, as coisas começam a ficar emocionantes. E eu não vou dar grandes spoilers, mas a personagem da Teresa acaba por se revelar bem… astuta. Eu terminei o livro na dúvida sobre o caráter dela e o livro acaba exatamente com esse sentimento: PUTS, e agora?! Agora compra o próximo e devora ele inteiro para saber haha
Como sempre, o epílogo é muito interessante de ler. Ele traz, assim como em Correr ou Morrer, um adendo da CRUEL. Mas o mais interessante mesmo,é como acaba para Thomas. Eu senti toda a raiva e o sentimento de traição que ele sentiu. Fiquei enlouquecida para saber o final da história toda.

Destaco aqui a tradução e as artes de capa de todos os livros da série feitos pela Editora V&R. As folhas do livro são de material excelente, fonte de tamanho bom, que não força a visão e as páginas e capítulos não são poluídos. Aliás, os capítulos são bem curtinhos, o que é ótimo principalmente quando se está com sono e assim como eu, tem problemas em abandonar o livro na metade de algum capítulo.
Enfim, é uma leitura gostosa, rápida, mas que acaba pecando pela mesmice lá no meio da história. Porém, ela acaba te conquistando de novo no final, deixando aquele gostinho de quero mais que só Dashner sabe fazer!

Sinopse

“O Labirinto foi só o começo… o pior está por vir. Depois de superarem os perigos mortais do Labirinto, Thomas e seus amigos acreditam que estão a salvo em uma nova realidade. Mas a aparente tranquilidade é interrompida quando são acordados no meio da noite por gritos lancinantes de criaturas disformes – os Cranks – que ameaçam devorá-los vivos. Atordoados, os Clareanos descobrem que a salvação aparente na verdade pode ser outra armadilha, ainda pior que a Clareira e o Labirinto. E que as coisas não são o que aparentam. Para sobreviver nesse mundo hostil, eles terão de fazer uma travessia repleta de provas cruéis em um meio ambiente devastado, sem água, comida ou abrigo. Calor causticante durante o dia, rajadas de vento gélido à noite, desolação e um ar irrespirável – no Deserto do novo mundo até mesmo a chuva é a promessa de uma morte agonizante. Eles, porém, não estão sozinhos – cada passo é espreitado por criaturas famintas e violentas, que atacam sem avisar. Manipulação, mentiras e traições cercam o caminho dos Clareanos, mas para Thomas a pior prova será ter de escolher em quem acreditar.”

Autor: James Dashner
Editora: Vergara & Riba
Número de páginas: 400
Ano: 2011

A garota que você deixou para trás – Jojo Moyes

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Quando peguei esse livro para ler, não desgrudei mais dele até acabar. Terminei ele ontem, e quando me dei conta eram 3 da manhã e eu precisava levantar às 6h. Resultado: não fui pra aula! (haha Espero que nenhum dos meus professores esteja lendo isso)

A garota que você deixou para trás me convenceu pelo simples fato de que eu havia pensando em escrever uma história bem parecida, que mescla duas histórias em anos bem diferentes mas que possuem um objeto ou alguma coisa em comum. E isso por si só acabou chamando minha atenção na hora de comprar.

A história começa a partir de Sophie Lefrève, num vilarejo no norte da França durante a 1° Guerra Mundial. Essa parte de Sophie é narrada em primeira pessoa, então só temos o seu ponto de visto das coisas. Mesmo ela sendo uma grande influência na sua cidade, só sabemos dos acontecimentos conforme Sophie descobre eles.
A narrativa de Sophie é lindíssima. Sentimos todas as dores que ela sente, o amor pelo marido pintor que está lutando na Guerra e toda a sua força para manter a família unida. Tudo fica dramático, quando o Kommandant alemão diz para Sophie e sua família (composta por sua irmã, seu irmão e suas sobrinhas crianças) que ele quer que o La Coq Rouge (restaurante/hotel da família Lefrève) faça a comida dos alemães. Além deles serem o inimigo, de maltratarem os habitantes do pequeno vilarejo, Sophie ainda é obrigada a servir comida de boa qualidade à eles, quando todos passam fome e estão a beira da inanição. É bem triste, e passa uma sensação bem real de como funcionavam as coisas para as pessoas comuns durante a Guerra, principalmente para as mulheres e em todos os sacrifícios pelos quais elas passavam. Édouard, o marido de Sophie, era pintor, e por isso, alguns anos antes em Paris havia feito um quadro dela. Quadro esse que estava na parede do La Cog Rouge, pois lembrava a Sophie a vida antes da Guerra, seu marido e a dava esperanças no futuro de que tudo acabaria bem, mesmo sabendo que a qualquer momento ele poderia ser tirado a força pelos alemães.
O quadro, como descobrimos mais tarde na história, se chama “A garota que você deixou para trás” e ele é extremamente admirado pelo Kommandant alemão, que fica fissurado pela garota da pintura. Admiração essa que trará problemas para Sophie.

Somos tirados da história de Sophie (numa parte bem crítica da história) para então sermos introduzidos em 2006, em Londres, para a vida de Liv. Liv é uma socialité viúva, que ainda não superou a morte do marido David e por isso não consegue seguir em frente com sua vida.
O começo da história de Liv não empolga muito, pois a vida dela é monótona demais. Quando Mo, a garçonete que ajuda Liv a se safar de um cara chato em um bar, entra na história, é que as coisas começam a tomar um rumo diferente. A gente até esquece que existiu uma Sophie antes de tudo isso e se foca completamente na história de Liv. Descobrimos como foi que David morreu, como era sua vida antes disso, mas acabamos nos apaixonando junto com Liv por Paul, um ex-policial, divorciado e com um filho, que trabalha numa empresa de recuperação de obras de arte perdidas ou roubadas durante as grandes guerras mundiais.

Tudo vai muito bem, obrigado, quando Paul vai a casa de Liv e vê o quadro na parede, quadro esse que ele acabara de ser contratado para recuperar. E é aí que a história dos dois desanda, pois “A garota que você deixou para trás” é muito especial para Liv, assim como era para Sophie, e ela começa aí a jornada para provar que o quadro dado pelo seu marido, é dela e de mais ninguém, independente de alguma família distante do artista tentar reinvidicá-l0. Essa parte da história é narrada diferente, pois temos acesso aos pensamentos e acontecimentos de Liv e de Paul, alternando entre os dois lados da história. Nas descobertas de Liv, na tentativa de ficar com o quadro, somos introduzidos a novos aspectos da vida de Sophie, descobertas surpreendentes feitas através de cartas e diários antigos da época. E é aí que ficamos obcecados pela história e não conseguimos largar até terminá-la.

O grande legal da história é que a sensação é de estar vivendo na França durante a 1° Guerra Mundial, assim como a sensação de estar sendo linchada publicamente na vida de Liv. Vejo ainda que, apesar do quadro ser o objeto em comum nas duas histórias, o fato das duas mulheres estarem enfrentando ‘inimigos’ em comum, como a opinião pública, mas de cabeça erguida, mostra a força que as mulheres precisavam e precisam ter todos os dias das suas vidas. Ser mulher não é fácil. Não era em 1917 e não era em 2009.

epílogo do livro é super gratificante e a história termina com gostinho de quero mais. Não sei se a intenção da escritora é continuar a história de alguma forma, ou se o final era só para deixar na imaginação de quem lê, e assim cada um decidir o que virá a seguir.
A história é apaixonante, de verdade. As páginas fluem fácil, principalmente nas partes de Sophie. A verdade é que Sophie me prendeu muito mais do que Liv. A maneira que ela enxerga a vida e luta por ela, apesar de toda a miséria e sofrimento, é inspiradora.

Gostei da escritora, é o primeiro livro que leio dela. Achei a escrita fácil e gostosa de ler. Pretendo em breve ler outras obras dela.

Sinopse

“Durante a Primeira Guerra Mundial, o jovem pintor francês Édouard Lefèvre é obrigado a se separar de sua esposa, Sophie, para lutar no front. Vivendo com os irmãos e os sobrinhos em sua pequena cidade natal, agora ocupada pelos soldados alemães, Sophie apega-se às lembranças do marido admirando um retrato seu pintado por Édouard. Quando o quadro chama a atenção do novo comandante alemão, Sophie arrisca tudo — a família, a reputação e a vida — na esperança de rever Édouard, agora prisioneiro de guerra. Quase um século depois, na Londres dos anos 2000, a jovem viúva Liv Halston mora sozinha numa moderna casa com paredes de vidro. Ocupando lugar de destaque, um retrato de uma bela jovem, presente do seu marido pouco antes de sua morte prematura, a mantém ligada ao passado. Quando Liv finalmente parece disposta a voltar à vida, um encontro inesperado vai revelar o verdadeiro valor daquela pintura e sua tumultuada trajetória. Ao mergulhar na história da garota do quadro, Liv vê, mais uma vez, sua própria vida virar de cabeça para baixo. Tecido com habilidade, A garota que você deixou para trás alterna momentos tristes e alegres, sem descuidar dos meandros das grandes histórias de amor e da delicadeza dos finais felizes.”

Editora: Intrínseca
Gênero: Romance/Drama
Ano: 2014
Páginas:
384